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História e Conteúdo Teológico do Hino “Fonte És Tu de Toda Benção” – PARTE 2

Na 2ª parte da série, abordaremos a teologia do hino, verso a verso, baseados no texto original em Inglês.
A Teologia do Hino – Original em Inglês

Sendo um dos mais lindos hinos da hinódia protestante, “Come Thou Fount of Every Blessing” (título original em inglês) foi escrito por Robinson aos 22 anos de idade, em 1758, como um poema que encerrava uma de suas mensagens. As três estrofes do hino são uma grande exaltação a Deus (1º estrofe), submissão à soberania de Cristo e reconhecimento de Sua fidelidade e amor (2ª estrofe) e uma confissão de arrependimento e uma busca pela presença de Cristo (3ª estrofe).

Abordemos cada uma das estrofes individualmente, com sua devida tradução:

(1)Come Thou Fount of every blessing, tune my heart to sing Thy grace;
(2)Streams of mercy, never ceasing, call for songs of loudest praise
(3)Teach me some melodious sonnet, sung by flaming tongues above.
(4)Praise the Mount! I’m fixed upon it, Mount of God’s unchanging love.


1 – Vinde, Fonte de toda benção, afina meu coração para que eu cante de Tua graça – O autor afirma (como têm afirmado toda a ortodoxia Cristã) que Deus é o único provedor de bênçãos. Quando Paulo diz, em Romanos 11:36, que “Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas”, podemos dizer que só alguém que detêm tudo pode ser a fonte de algo – no caso, as bênçãos.

O pedido feito na frase é que Deus venha e mude seu coração (que o afine, como se afina um instrumento musical) para que assim ele possa cantar da graça de Deus da melhor forma possível, uma vez que o coração humano, maculado pelo pecado, não tem condições de cantar corretamente acerca de tal graça.

2 – Córregos de misericórdia, que nunca se esvaem, pedem canções de louvor jubilosas – A graça e misericórdia de Deus nos alcançaram sendo nós ainda pecadores, e mais ainda, sem que nem mesmo tenhamos nascido. A consciência deste fato nos leva a uma profunda reverência e sentimento de gratidão, que nos levam a exaltá-Lo e cantar de Sua provisão. Há uma clara ênfase no fato de que existe júbilo e barulho (na utilização do termo loud, alto volume em inglês) nestas canções de louvor – fruto, certamente, de um coração intensamente grato.

3 – Ensina-me algum melodioso soneto, entoado por línguas flamejantes nos céus – O autor suplica a Deus que lhe ensine alguma das canções de louvor entoadas nos céus, o que significa que existe o desejo de louvar a adorar a Deus de maneira plena e perfeita, como acontece no céu. A referência às línguas de fogo, como descritas em Atos 2, no evento do Pentecostes, tem o intuito de dar caráter espiritual a este louvor.

4 – Louvado seja o monte! Estou nele firme, o monte do amor imutável de Deus – Ao louvarmos um dos atributos de Deus, estamos louvando o próprio Deus. Deus é amor, justiça, graça, misericórdia e assim por diante. O autor afirma estar firmado no monte do amor imutável de Deus, pois definitivamente este á um lugar seguro para se estar, uma vez que este amor, além de imutável, é inabalável.

(5)Here I raise my Ebenezer; hither by Thy help I’m come;
(6)And I hope, by Thy good pleasure, safely to arrive at home.
(7)Jesus sought me when a stranger, wandering from the fold of God;
(8)He, to rescue me from danger, interposed His precious blood.


5 – Aqui ergo meu Ebenézer, até aqui Tu me ajudastes a chegar – A palavra Ebenézer, em hebraico, significa pedra de salvação (altar memorial à salvação), e é uma referência a 1º Samuel 7:12, onde lemos: “Então Samuel tomou uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.” O autor diz que levanta um altar, pois é grato a Deus pela Salvação que Ele proporcionou através do resgate pago por Cristo.

6 – E espero, por Teu bom prazer, chegar seguro ao lar – A esperança do cristão é ir para o céu, seu lar junto a Deus. Essa esperança é baseada em Cristo e na eficaz salvação que Ele proporciona. O autor diz que espera chegar ao céu se assim for o bom prazer de Deus, ou seja, ele está plenamente entregue à soberania do Senhor.

7 e 8 – Jesus me procurou sendo eu um estranho, vagando longe do aprisco de Deus / Ele, para salvar-me do perigo, interpôs com Seu precioso sangue – “Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” (Romanos 5:8). Não há em nós mérito para que sejamos salvos. Jesus, como o Bom Pastor da parábola das 99 ovelhas (Lucas 15:4-10), nos busca nos lugares mais remotos e escuros, pois convém que assim sejamos resgatados para que os eternos propósitos de Deus se cumpram. A única forma de estarmos plenamente limpos e seguros é que Ele nos lave de nossas impurezas, através de Seu precioso sangue. Quando o autor sugere que Cristo interpôs com Seu sangue, diz exatamente que Ele agiu como mediador junto ao Pai, resgatando-nos das garras do diabo.

(9)O to grace how great a debtor daily I’m constrained to be!
(10)Let that grace now like a fetter, bind my wandering heart to Thee.
(11)Prone to wander, Lord, I feel it, prone to leave the God I love;
(12)Here’s my heart, O take and seal it, seal it for Thy courts above.

9 – Diariamente sou constrangido a ser devedor a esta graça – A Salvação provida por Deus, embora gratuita, requer que nos tornemos responsáveis. Ao dizer que somos devedores à graça de Deus, o autor acertadamente afirma que pagaria tal dívida através da observância da palavra de Deus e de Suas ordenanças – uma pena que Robinson, no final de sua vida, tenha deixado tais verdades tornarem-se mentiras em seus lábios. Mas glória a Deus, pois assim aprouve o Soberano. Somos constrangidos a sermos devedores justamente pela abundancia da graça – algo inimaginável a nós, perdidos pecadores.

10 – Que esta graça, como uma algema, prenda meu coração desgarrado a Ti – A idéia do autor é dizer que somos cativos a Deus, através do sacrifício redentor de Cristo na Cruz. A teologia reformada ensina que a graça de Deus é irresistível e que a salvação oferecida por Deus é eterna. Talvez a imagem de um par de algemas seja a ideal, uma vez que apenas quem mantém alguém cativo detém a chave para abri-la novamente – e no caso de Deus, Ele não irá abrir a algema de ninguém que mantenha cativo.

11 – Inclinado a desgarrar-me, Senhor, inclinado a deixar o Deus que amo – Entendo que esta seja a mais autobiográfica das frases do hino escrito por Robert Robinson. Os historiadores contam que as transições de igrejas que fez ao longo de sua vida demonstram seu caráter instável, e já sabemos que ao final da vida ele de fato deixou o Deus que um dia amou. A grande questão é, não somos todos nós assim? A Bíblia nos ensina que não há um justo sequer (Romanos 3:10), e que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:22-23). A condição que afetava Robinson é a que nos afeta hoje, somos como que “santos pecadores”.

12 – Eis meu coração, ó, toma-o e sele-o, sele-o para Tuas cortes celestiais – Um pecador contrito, na presença de Cristo, tende a oferecê-lo seu bem mais precioso, entendendo que nada mais faz sentido sem Cristo. Esse bem é a vida. Na Cruz, quando nosso Senhor estava sendo preso, havia ao seu lado um ladrão que reconhecia que em Cristo não havia erro condenável, e que Ele era inocente de sua acusação. Reconhecendo que Cristo era Deus (Lucas 23:40), pediu que Cristo, quando entrasse em Seu reino, lembrasse dele. Esse ladrão pediu ao Senhor que lembrasse de sua vida pois entendia que naquele momento, ninguém mais se importaria com ele, a não ser o próprio Deus.

Quando o autor diz que quer ter seu coração selado para as cortes celestiais é por entender que apenas naquele lugar seu coração estará livre de tentações e da maldade. Pedindo que Deus feche nosso coração estando nós no mundo, pedimos que Ele o tranque de forma que a maldade do mundo não o tome, e que ele seja para sempre cativo de Deus.

Escrito por Eduardo Mano en blog antigo y tiene (2) Comentarios

História e Conteúdo Teológico do Hino “Fonte És Tu de Toda Benção” – PARTE 1

Estou começando hoje uma série de 3 textos sobre esse maravilhoso hino. A pesquisa deste conteúdo foi um esforço muito gratificante para mim, e é bem provável que seja o norteador daquilo que pretendo seguir como teólogo. Como foi uma benção para mim, espero que seja também para vocês. Caso queira ler todo o texto de uma só vez, visite meu outro blog, o Mero Cristianismo.
Deus os abençoe,
Duda

—BOA LEITURA—

Recentemente inclui no repertório de minha banda o hino “Fonte És Tu de Toda Benção”. Tendo crescido em uma Igreja Batista tradicional, os hinos têm cercado toda minha vida. Quando recém-nascido, meus pais e minha avó materna, ao tentar me fazer dormir (ênfase no tentar), cantavam os hinos do Cantor Cristão até que eu pegasse no sono – o que demorava um bocado.

Ao contrário da maioria das pessoas de minha geração, eu preciso dizer que os hinos me enriquecem muito mais do que os cânticos, espiritualmente falando. A riqueza teológica encontrada na maioria deles é abundante e excelente para nos trazer discernimento e direção.

Voltando ao assunto, começamos a tocar esse hino em nossas ministrações, e como ele deve ser uma constante (junto a outros hinos) em nosso repertório, gostaria de trazer um pouco de conhecimento aos irmãos, contando a história do autor, Robert Robinson, e falando da teologia que encontramos em suas linhas.

Robert Robinson

Robert Robinson nasceu na Inglaterra, no dia 27 de setembro de 1735. Perdeu seu pai ainda muito jovem. Embora sua mãe tenha sofrido muito com a perda do marido, principalmente dada a situação econômica da família, a história a tem como uma mulher de Deus que não se deixava abater pela situação.

Sua mãe tinha o desejo de que ele se tornasse um ministro da Igreja da Inglaterra, mas não havia como manter seus estudos. Com isso, ele foi matriculado em um curso de barbearia, para que aprendesse o ofício. O barbeiro mestre logo percebeu que o rapaz levava mais jeito para a leitura do que para as tesouras e navalhas.

Aos 17 anos, Robinson assistiu a um culto onde George Whitefield, famoso avivalista inglês, pregava, e a mensagem, baseada em Mateus 3:7 deixaria profundas marcas nele. Até os 20 aos, ele andou em tristeza e escuridão, mas então encontrou a paz, e escreveu contando tal relato ao Rev. Whitefield.

Após isso, ele passou a freqüentar igreja Metodista Calvinista, mas logo transferiu-se para uma congregação independente, onde iniciaria seu ministério como pregador. Depois de um tempo, aceitou o convite de uma Igreja Batista para ser seu pregador, e nesta Igreja trabalhou até perto de sua morte. Durante seu ministério, além dos hinos que compôs, escreveu tratados teológicos, livros e uma história dos batistas na Inglaterra. Morreu precocemente, aos 55 anos, no dia 9 de junho de 1790, mesmo ano em que se aposentou.

Inclinado a abandonar a Deus

A vida de Robinson não terminou da maneira como nós esperaríamos de alguém tão envolvido com a causa do evangelho. Nos anos finais de sua vida, envolveu-se com os unitarianos (seita herética que não crê na doutrina da trindade, negando a divindade de Cristo). Conta-se que, idoso, trabalhava como cocheiro na Inglaterra e levava uma dama que estava compenetrada na leitura de um hinário. Buscando encorajá-lo, ela perguntou o que ele achava do hino que ela estava murmurando (sendo este o hino Fonte És Tu de Toda Benção). Então, Robinson, em pranto, disse a ela: “Madame, eu sou o pobre e infeliz homem que escreveu este hino há muitos anos atrás, e eu daria mil mundos, se os tivesse, para desfrutar dos sentimentos que um dia tive”.

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Campinho, 28 de outubro de 2006

Depois de um recrutamento relâmpago, onde em menos de 3 dias tínhamos a banda completa (menos o André) disposta e disponível, além, é claro, da presença sempre marcante do Cadu das Percussões, fomos para Campinho. Igreja Evangélica Batista Central de Campinho. Uma Igreja com nome e sobrenome.

O combinado era que além de levarmos o louvor, seríamos responsáveis também pela Palavra. Já que se tratava de um culto de Gratidão a Deus pelos 54 anos de compra do terreno da Igreja, usei um texto que era super pertinente ao contexto: a cura dos 10 leprosos, como relatado em Lucas. É claro que quando a gente pensa no contexto, pensa em gratidão, e não em lepra… mas enfim…

O set era composto de 6 músicas, contando com Fonte És Tu de Toda Benção, música sobre a qual pretendo falar algumas (muitas) linhas, numa série de posts. Em breve!

Aí vão algumas fotos da noite. Espero que vocês gostem.

Um abraço a todos!

Duda

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I.E.C. de Higienópolis – 22 de outubro de 2006

Nossa ida à Igreja Congregacional de Higienópolis foi especial por diversos motivos, entre eles, esses: foi a primeira vez que tocamos em uma Igreja fora de nossa denominação (batista – o André, sendo o único representante da Assembléia de Deus, é voto vencido), e foi a primeira vez que tocamos em um culto no domingo pela manhã.

Embora a saída de Itacuruçá tenha sido bem cedo (7:50 da manhã, praticamente de madrugada – me espanta o dia já estar claro!), estávamos todos bem dispostos (sendo que todos havíamos dormido bem tarde no dia anterior).

Acompanhando o tal Eduardo Mano neste dia estavam André, Gabriel e Talita, devidamente mostrados nas fotos logo abaixo do texto.

O culto foi inspirador. A Igreja Congregacional de Higienópolis é uma Igreja viva, que ama o Senhor. Seus pastores, Jorge e Luciano são pessoas ótimas e nitidamente queridos em sua comunidade. A primeira impressão que tivemos ao conhecê-los em Campo Grande foi confirmada.

Pregando a palavra, estava o Pr. Renato Vargens, que eu acabei de descobrir, tem a mesma visão teológica que eu. Ele pregou bem, e muito.

Tudo o que aconteceu no culto me lembrou do quanto a Igreja é importante. O cuidado espiritual que os mais velhos têm pelos mais jovens é visível na Congregacional de Higienópolis, e eu dou graças ao bom Deus por essa Igreja.

Aqui vão algumas fotos. Espero que vocês aproveitem.


Eu, Pr. Luciano e André


Gabriel, Eu e Talita


O André tentou se esconder atrás do pedestal…
obviamente, não conseguiu.


set list


Eu, Talita, Gabriel e André

Fiquem com Deus!

Duda

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PIB – RJ, 22 de outubro de 2006

Uma noite atípica, é o que eu poderia dizer da noite de sábado na PIB do Rio.

Era a segunda noite do CONJUPIB, o Congresso de Jovens da Igreja, e apesar do que você possa imaginar, não tocamos no culto. O louvor nesse momento ficou a cargo da equipe da Igreja e de Carlos Sider. O cara é fera, não preciso dizer mais nada. A mensagem (que eu não pude ouvir pois precisei sair no meio dela) ficou a cargo do Junior, e pelo que me disseram, foi excelente.

Daí você pode perguntar: “Duda, que horas vocês tocaram então?” Ao que eu digo: depois do culto, enquanto todo mundo devorava seus lanches: viramos uma banda de churrascaria (ou de cantina de Igreja, como preferir).

Antes de prosseguir, preciso dizer que a culpa não foi de quem nos convidou. Talvez a idéia tenha sido mal planejada ou executada, mas a grande questão não é essa.

O ponto é que, como banda evangélica (ou ministério de adoração, como queira), aquilo que cantamos não é música ambiente. A música evangélica não deveria ser tratada como mero entretenimento, pois ela também é relato e mensagem da Palavra de Deus. E as pessoas (provavelmente com razão) não poderiam encarar aquilo de outra forma senão descaso, já que o intuito delas naquele momento era comer. Claro.

A situação causou um certo desconforto em nós, e, somada à péssima qualidade do som do local (nota: nós já sabíamos disso e o pessoal que nos ajudou, Ivan e Félix, fizeram o máximo para amenizar o problema), a primeira metade da noite foi, para mim, muito ruim. E eu orava, dizendo, “Senhor, o que está acontecendo?”.

Mas daí, duas coisas aconteceram: uma foi que, pelo menos eu, sosseguei, e deixei a situação no lugar onde eu deveria tê-la deixado desde o início, ou seja, com Deus. E em segundo, as pessoas que não estavam interessadas, simplesmente foram embora, deixando apenas as que estavam ali cantando e aproveitando o momento.

Fico feliz pois sei que a falta de interesse não era em Deus. Aquele era um momento de conversa, descontração e diversão. O que aconteceu foi um conflito de propósitos.

Creio que Deus foi muito bom, ao final de tudo. Creio que fomos abençoados, e creio que algumas pessoas também foram abençoadas.

Mais uma vez gostaria de agradecer ao Ivan e ao Felix pela ajuda e convite. Vocês ajudaram a melhorar a situação para a gentee ao contrário do que possam imaginar (na verdade, qualquer pessoa lendo esse texto, esses foram momentos de profundo aprendizado para nós).

Hoje temos poucas fotos…


todos, menos o Fabs


todos, inclusive a cabeça do Fabs

Um abraço a todos!

Duda

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Sábado e Domingo

Neste sábado:

Estaremos tocando na PIB do Rio (endereço no convite). A banda que vai tocar é a oficial*, e teremos a participação do Cadu na percussão, um repeteco do Congresso Joevm de Itacuruçá.

Já no domingo, pela manhã:

A banda não é a oficial, e contará, além de mim, com André (guitarra, oficial), Gabriel (baixo) e Talita (bateria). Podemos chamar, portante, de banda B.

É isso. Nos ajudem a divulgar, ok?

abraços,

Duda.

* Banda oficial:

Eduardo Mano – violão e vocal
Fabiano Bispo – bateria e vocal
Gustavo nagel – violão
Dilon Jr. – baixo e vocal
André Maciel – guitarra e vocal

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I.B.Ita, 30 de setembro de 2006

Há lugares nos quais nos sentimos como em nossa casa, seja pela familiaridade ou pela freqüência, ou ambos. Itacuruçá é um desses lugares. Desde que começamos esta nova fase do trabalho, no final do ano passado, Itacuruçá foi o primeiro lugar onde tocamos oficialmente como Eduardo Mano & Banda. De lá para cá, essa é a terceira vez que tocamos na Igreja.

Por motivos de “força maior” precisamos tocar sem um ensaio, digamos, consistente. Mas novamente pudemos ver a Mão de Deus nos guiando em meio às nossas vidas (hehehehe). E mais uma vez tivemos a ajuda e participação do Cadu na percussão, desta vez com uns brinquedinhos a mais.

Ter uma banda competente (e quando eu digo competente, espero que vocês compreendam a profundidade e absurda qualidade da competência desses rapazes) facilita as coisas. As trocas de olhares não servem como lembretes, mas sim como elogios. Os sorrisos são freqüentes, pois os erros são imperceptíveis (embora, claro, existam). Dessa forma fica muito, mas muito fácil adorar a Deus, pois a preocupação não está em nossa habilidade humana, mas sim em adorá-Lo de forma plena.

De qualquer maneira, o ponto alto da noite não foi a gente, e sim a mensagem do Pr. Luiz Sayão. Graças a Deus por termos, em um congresso jovem, um pregador tão qualificado e tão fundamentado na Palavra de Deus.

Gostaria de parabenizar o pessoal dos jovens de Itacuruçá pela organização e empenho. O Congresso desse ano foi ótimo.

Veja algumas fotos da noite (tiradas por Léo Neves, nosso fotógrafo extra-oficial, e quem sabe, talvez, um dia, tecladista).

FOTOS (veja aqui slideshow do Flickr)


André


Dilon


Eduardo


Fabiano


Gustavo


Carlos Eduardo


Ensaio


ordem das músicas

Um abraço!

Duda

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Sobre Ministrações

Recentemente ouvi de uma fonte confiável que algumas pessoas comentam que as ministrações da banda são “secas”. Fiquei sem entender e decidi escrever algo a respeito.

O comentário veio especificamente (pelo menos o que chegou aos meus ouvidos) sobre sábado passado, 23 de setembro, no Congresso da JUBLA em Ita. Disseram que a parte “seca” foi o fato de eu ter falado apenas “boa noite, irmãos”, “vamos ficar de pé”, “boa noite” (no final).

Creio que nunca tenha, pelo menos aqui, explicado algumas resoluções que adotamos enquanto ministério, e seria interessante fazê-lo agora, de forma a esclarecer eventuais mal-entendidos. Imagino que o teor deste documento acabe soando como apologia, mas nosso intuito com ele é a edificação e esclarecimento.

O “estilo” de ministração que adotamos é o seguinte: menos palavras, mais músicas. Não há muito o que ser dito quando cantamos músicas estritamente bíblicas, cujas mensagens são claras e óbvias. Pensamos também que devemos ser nós mesmos no momento em que estamos, junto à Igreja, adorando a Deus, e isso pede que “falemos pouco”. Caso contrário, estaríamos beirando a hipocrisia ao representar um papel.

Também definimos as situações quando eu levaria ou não a leitura de um texto bíblico e uma pequena e rápida explanação quanto a ele. Há um critério para que isso aconteça.

Eu e o Nagel, o outro violonista da banda, fazemos seminário e estamos aptos a pregar e ministrar. O Fabiano, baterista, mesmo não fazendo seminário, também está apto a pregar e ministrar. Mesmo assim, preferimos utilizar o tempo que pela Graça e Soberania de Deus nos é concedido para tocar música, pois cremos que, enquanto banda, esta é a razão pela qual existimos: servir ao Senhor e à Sua Igreja através da música. Caso também nos seja concedido espaço, levaremos uma mensagem. Senão, não há problema. Do nosso ponto de vista, o falar ou não falar durante as ministrações não nos qualifica ou desqualifica ao serviço do Senhor.

Portanto, caso você tenha a oportunidade de participar de um culto no qual estejamos ministrando, entenda que o fato de levarmos ou não uma palavra antes da música se dá por uma série de questões, e de maneira alguma representa uma maior ou menor espiritualidade nossa.

No mais, Soli Deo Gloria!

Duda

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Próximo Sábado, II


cartaz do Congresso

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Itacuruçá, 23 de setembro de 2006

O que dizer quando todas as suas expectativas quanto a algum evento são ultrapassadas?

Nada.

Mas quero fazer apenas alguns rápidos comentários:

- O Kadu tocou percussão com a gente, e foi muito maneiro.
- Parece que “Tua Mão (És Fiel)” pega mesmo… o que é bom!
- O som em Ita estava incrível. Parabéns para a equipe.

É isso. Não é que não tenha nada mais interessante a ser dito: o lance é qualquer coisa que eu diga não vai fazer jus ao que a noite realmente foi.

Um abraço, e aproveitem as fotos.

Duda


Um ângulo legal. “Tua Mão” no telão.


Visão geral nossa… Kadu de costas, à esquerda


Nós. Só cara de peso… menos o Nagel.

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