Archivo para 07, 2008

EM&B, PIB do Méier | 16.07.08

Na última quarta-feira (portanto, com quatro dias de atraso, enfim chegou o post) estivemos na PIB do Méier para participar do Congresso Nossa Geração, que por sinal, vai até hoje à noite.

Como eu tenho usado bastante bullet points nos posts ultimamente, vou usá-los aqui também. Há algo sobre as informações estarem dispostas em forma de itens que me fascina.

• A noite começou com poucos minutos de atraso. Para um batista, isso é um milagre.

• A Igreja montou um staff de primeira linha. Pelo menos os que conhecemos são gente boníssima, preocupada com o Reino e disposta a mudar as coisas. Abraços para o Pr. Purin (pastor titular), Pr. Anderson (pastor da juventude) e MM. Paulo (o MM significa, para quem não sabe, ministro de música). Todos estavam presentes ao evento. Isso diz MUITA coisa.

• A equipe de louvor dos jovens da Igreja é muito boa. Muito boa mesmo.

• Havia um bom número de participantes no evento. A Igreja não estava lotada, mas também estava bem longe de estar vazia. E as pessoas estavam lá para ouvir e adorar a Deus, não há dúvidas. Espiritualmente, o que sentimos foi além da expectativa.

• A mensagem do Pastor Tércio, da PIB de Maceió, foi uma das melhores mensagens que já ouvi em congressos de jovens, em um bom tempo.

• Estivemos lá eu, Eline (minha esposa), Fabiano, Renata (esposa do Fabiano), Sandro (baixo) e Cadu (percussão)

• Tocamos as seguintes músicas: Ele é Exaltado, Santo (Vineyard), Reinas Soberano e Tu és Deus (músicas nossas que você pode fazer o download, de graça, aqui) e para terminar, Grande Senhor.

Agradecemos à juventude da Igreja o convite. Foi muito bom estar com eles lá. A acolhida foi muito boa e nos marcou muito. Eu e minha esposa ficamos conversando depois sobre como o pessoal da Igreja é acolhedor, gente boa. Isso é o Reino de Deus.

Agradecemos também ao David, da Rivers Lifestyle, que nos ajudou com uma carona na ida e na volta. Pessoas, acessem o site da Rivers, entrem em contato com os revendedores e adquiram as camisetas. São boas, bonitas e com uma mensagem. E não, eles não patrocinam.

Fiquem com as fotos…


Visão de cima


Song debut

Bela perspectiva
Fabs
Sandro
Cadu
Everybody

E terminando, como sempre, bem Rock and Roll.

Fotos tiradas por Wallace Caldas. Valeu cara!

‘Twas good…

Até a próxima.

Duda

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I [heart] São Paulo

A maioria dos leitores do blog é do Rio, mas poucos sabem que eu amo São Paulo. Tipo, amo mesmo! Passei dois anos da minha vida morando em SP, e foi um tempo muito precioso. Mas enfim… eu, minha esposa, cunhado e meus sogros passamos o sábado e o domingo na cidade para o casamento da Carol e do Gabriel, no Projeto Raízes. Carol é irmã da Marina, namorada do Rafael, meu cunhado.

Marina e Carol são filhos de Jorge e Marilda Rehder. Jorge é conhecido pelo pessoal que curte Vencedores por Cristo, e também a Música Popular Cristã Brasileira.

Enfim, chegamos na cidade e fomos para o hotel. De lá, fomos para o Projeto Raízes, onde aconteceu o casamento. Tudo lindo. Os pais dos noivos celebraram o culto, uma vez que ambos são pastores. Na música, canções de autoria do Jorge Rehder e Beatles (Blackbird e With a Little Help From my Friends).

Depois da cerimônia fomos a uma recepção, no salão anexo ao santuário. Nesse momento, o ponto alto não foi o bolo (de chocolate com mousse de maracujá), nem os docinhos, mas sim as conversas. Tive a oportunidade de conversar por alguns minutos com o Nelson Bomilcar (outro da época do VPC) sobre educação teológica. Também conversei com o Pastor Rudi (ou Ruddy, ou Rudy… realmente não sei) sobre como funciona o colegiado (ou presbitério) na Igreja deles (ele faz parte do presbitério do Projeto Raízes)… muitas coisas para absorver. Ele (pastor Rudy… ou outra grafia) foi missionário de Vencedores por Cristo. Como podem ver, VPC dominou a noite.

Sábado e domingo também pude conversar bastante com o Jorge (que vai lançar um CD esse ano), e devo dizer que tem muita coisa na minha cabeça agora… Igreja, comunidade, música, vocação, ensino, estudo… Está tudo borbulhando aqui na cachola.

Depois de um belo almoço voltamos para o Rio. Aqui está mais frio do que lá.

Mas chega de papo, e vamos às fotos.


Eu e minha esposa, Eline, chegando ao casamento


Algumas pessoas dizem que sou parecido com meu sogro, o pastor Elsom Bianchi. Bem, tirem a prova.


Eu, Eline, Carol, Gabriel, Rafa e Marina


Eu, em foto tirada por minha esposa


Eu e Eline, again


Aqui em casa a gente gosta bastante de fotografia. Eline tirou essa foto, meio fotojornalística. Dei uma tratada nela, mas acho que ficou muito boa, mesmo antes dos meus retoques.


São Paulo, the beautiful. Sei que vão dizer, “mas só tem prédio na foto!”. Essa é a beleza, meus caros, essa é a beleza.


Almoço! Eline, eu, Elsom, Gilza, Marilda, Jorge e Marina.

Ok, sei que esse post foi bastante pessoal e tudo mais… mas vocês não têm idéia de como essa viagem mudou a forma como que vejo a Igreja. More on that later.

Um forte abraço,

Duda

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Da Igreja, para a Igreja

A Vineyard Music tem essa frase como lema: da Igreja, para a Igreja. Isso quer dizer que aquilo que é produzido sai das Igrejas da Associação Vineyard, e vai para as outras Igrejas do mundo. Isso é lindo.

Mas e quando há música, ou melhor, arte, sendo produzida com o foco no público cristão, e não na Igreja? Entendem a diferença? Pessoas que não têm a mínima preocupação com a Igreja, e nem mesmo freqüentam uma Igreja Local (e de fato, quando podem, descem o malho na Igreja e em seus membros). O que isso os torna? E o que isso nos torna?

Todos nós prestaremos contas de nossos atos na presença do Senhor. Aqueles que visam lucrar com a Igreja responderão por seus atos, da mesma forma que aqueles que, vendo essas situações, preferem se calar.

Deus nos ajude.

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Como as pessoas mudam

Esses aí em cima somos eu e o Sandro. Sandro é o baixista que gravou comigo as faixas que estão no player aí ao lado. Como disse anteriormente, ele toca comigo desde 2003 (na verdade, 2002, mas enfim…), e essa foto, editada e enviada pela Tati, esposa do Sandro, está aí para mostrar algumas coisas:

1 – Deus é fiel. Em 2003, não passávamos de dois jovens solteiros tentanto trabalhar para Deus através da música. Hoje, somos dois jovens casados que, embora não ganhem muito com música, servem a Deus na área, cada um em sua igreja local.

2 – É Deus quem preserva e sustenta as amizades.

3 – Algumas pessoas envelhecem muito bem. Outras não. Acho que sou um dos “outros não”.

É isso. Quarta eu, Sandro, Cadu, Fabs e Joh estaremos quebrando tudo na PIB do Méier. Amanhã damos maiores detalhes.

abraço!

Duda

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O que teremos essa semana

• Um post grandinho sobre o final-de-semana em São Paulo.

• EM&B na PIB do Méier.

• 5ª Teológica.

• Dissecando Velvet Elvis.

• Post sobre G.K. Chesterton.

• Muitas Fotos.

• aquilo que for aparecendo…

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Comentando Velvet Elvis, p.1,5

Bem… até agora, a pontuação é:

coisas boas do livro – 2
coisas ruins do livro – 5

Segunda e tento sintetizar melhor o que estou achando. O lance é que, às vezes (pelos menos duas vezes), parece que ele dá um tiro no próprio pé: ele pega um ponto de vista e acaba com ele… e depois articula esse ponto de vista da mesma forma que aqueles que ele julga estarem errados o fazem.

abraço,

Duda

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Comentando Velvet Elvis, p.1

Dentre os movimentos recentes no cristianismo, um que tem recebido grande destaque é, sem dúvida, a Igreja Emergente. Esse movimento é caracterizado (de forma extremamente resumida e simplificada por mim) pela tentativa de contextualizar as mensagens bíblicas para um mundo pós-moderno. Um dos expoentes desse movimento é o Pastor Rob Bell, da Mars Hill Bible Church, em Grandville, Michiga, Estados Unidos. Ele é mais conhecido pelos vídeos Nooma (curtas-metragens abordando temas espirituais a partir de perspectivas e experiências de vida individuais), suas turnês de pregações (Everything is Spiritual, the gods aren’t angry) e seus livros (Velvet Elvis: Repainting the Christian Faith e Sex God: Exploring the Endless Connections between Sexuality and Spirituality).

Com a leitura de seu primeiro livro, Velvet Elvis, muitas coisas tem se passado em minha cabeça, algumas boas e algumas ruins. Desse início, infelizmente o que mais me marcou foi algo ruim, mas espero que a situação mude. Eis o que achei de ruim, e em seguida, minha tentativa de explicar o que penso. Não é uma questão de emergentes contra calvinistas, muito pelo contrário, creio que uns podem aprender com os outros. Quero, antes, estabelecer uma comunicação.

Prossigamos.

“E se amanhã alguém desenterrar provas definitivas de que Jesus teve um pai biológico real e terreno chamado Larry, e os arqueólogos achassem a sepultura de Larry e fizessem testes de DNA e provassem sem nenhuma sobra de dúvidas que o nascimento virginal foi apenas um pouco de mitologia que os escritores dos Evangelhos lançaram para fazer apelo aos seguidores dos cultos religiosos a Mitra e a Dionísio, muito populares nos tempos de Jesus, cujos deuses tiveram nascimentos virginais? Mas e se, ao estudar a origem da palavra “virgem” você descobrisse que a palavra “virgem” no evangelho de Mateus vem do livro de Isaías, e então você descobre que na língua hebraica da época, a palavra “virgem” poderia significar uma série de coisas. E se você descobrisse que no primeiro século, ser “nascido de uma virgem” também fosse usado para falar da criança cuja mãe ficou grávida na primeira vez que teve relações sexuais?”
- Rob Bell, Velvet Elvis, p. 26 (tradução minha)

Para não tirar as palavras de contexto, e caso você nunca tenha lido esse livro, Rob Bell está falando aqui de uma comparação que ele faz dos dogmas do Cristianismo às molas de um trampolim. Ele diz que cada um dos dogmas é como um ponto da ortodoxia. Ao dizer isso, ele faz um contraste com uma parede de tijolos – pois às vezes a forma como as coisas são postas em perspectiva impede questionamentos: Se cada ponto da ortodoxia cristã é como um tijolo que compõe a parede, se um deles for tirado, a parede cai. Já se cada ponto for como uma mola do trampolim, na cabeça de Bell as coisas podem continuar bem, pelo seguinte: um tijolo é rígido, e ao sofrer pressão, se quebra. Já a mola não, ao sofrer qualquer tipo de pressão ela se adapta, contraindo ou esticando.

Entenderam? É, eu imaginei.

Mas vamos continuar. Bell começa sua argumentação falando sobre a doutrina da Trindade. Qualquer aluno de EBD (de uma boa EBD, claro) sabe que a doutrina é facilmente sustentada através de diversas passagens tanto do antigo quanto do novo testamento, mesmo que a palavra em si (trindade) nunca tenha sido mencionada nas Escrituras. E embora o termo tenha demorado a aparecer oficialmente no cristianismo[1], o conceito esteve sempre lá. E por sempre, eu quero dizer desde a eternidade, pois, sempre foi, e é, e será. Amém.

Embora algumas dúvidas sejam lançadas por Bell acerca da Trindade, o que realmente me chocou foi a abordagem a respeito do nascimento virginal, por dois motivos: em primeiro lugar, o tom jocoso, desonroso e irresponsável com o qual ele fala e brinca com o assunto. Em segundo lugar, foi o fato dele ter misturado profecia e cumprimento profético com doutrina. Isso sem falar na falta de pensamento lógico.

Explico.

Ao falarmos da Trindade[2], estamos falando de doutrina, pois apesar do conceito sempre ter estado lá, o termo em si foi cunhado algumas centenas de anos após o encerramento da Revelação e Inspiração de Deus aos autores bíblicos. Mas ao falarmos de nascimento virginal, estamos falando de um fundamento basilar para a fé cristã, prometido de maneira profética em Isaías (Isaías 7:14) e cumprido de forma milagrosa em Cristo. Cristo só é quem é por ser filho legítimo de Deus. Caso Cristo tivesse Larry como pai, muita coisa mudaria: Ele não seria o menino-Deus, o Emanuel. Não sendo divino, ele não traria em si os requisitos necessários[3] para cumprir a obra redentora na Cruz, pois seria um homem qualquer. Isso sem mencionar os milagres que não teria cometido, claro. Dessa forma, não haveria motivo para que fosse ressurreto após a morte, e continuaria morto. Somente o Deus encarnado poderia fazer isso. Não o filho de Larry.

Além disso, isso nos levaria a outro problema: caso o filho de Larry recebesse uma benção especial de Deus para fazer aquilo que fez (você sabe… andar sobre as águas, curar cegos e leprosos, ressuscitar homens, receber a culpa de todo pecado e ainda ressuscitar após três dias), então não temos razão para duvidar que outras pessoas poderiam receber a mesma “unção”. Quem sabe Inri Cristo não é de fato quem ele alega ser? Afinal, se o filho de Larry pôde…

Você entende? Sem muito esforço, a questão se torna um problema de lógica, e isso nos deixa em maus lençóis.

Bell ainda tenta argumentar sobre o real significado da palavra virgem. Nas palavras de Gordon Haddon Clark[4], “eruditos incrédulos têm tentado negar que a palavra hebraica almah possa significar virgem. Aqui dois pontos devem ser notados: (1) não há nenhuma passagem no Antigo Testamento onde almah não possa significar virgem, embora em um caso o status da garota não tenha se tornado explícito; (2) Mateus traduz almah como parthenos, e Mateus conhecia ambas as línguas suficientemente para traduzi-la corretamente. Parthenos deve significar virgem. Então, mais conclusivamente, a Septuaginta, traduzida pelos judeus alexandrinos mais de um século antes de Cristo, usa parthenos para almah na passagem que Mateus cita. Sem dar crédito à acusação de que Mateus distorceu o Antigo Testamento para favorecer o Cristianismo, um cristão pode replicar que os judeus alexandrinos não tinham tal parcialidade. Nem eles podem ser acusados de ignorância quanto ao hebraico e o grego.”[5]

Assistindo aos vídeos de Rob Bell e lendo seu material, não dá para negar que realmente há coisas interessantes e relevantes sendo ditas por ele. O problema, a meu ver, é quando a vontade de ser relevante excede a necessidade de ser fiel às verdades atemporais do cristianismo, pois a pós-modernidade, assim como todas as outras eras e épocas vividas pelo homem, há de passar. Mas a Palavra de Deus é constante. Ou, como Jesus disse, “passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31).


[1] Para um apanhado incompleto, porém bem interessante a respeito da doutrina da Trindade, clique aqui.

[2] O verbete sobre tindade no Wikipédia é bem interessante: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sant%C3%ADssima_Trindade, embora talvez você queira procurar algo mais substancial, ao que indico uma boa Teologia Sistemática.

[3] Ser santo, irrepreensível, sem mácula ou mancha, sem pecado.

[4] Gordon Haddon Clark (31.08.1902 – 09.04.1985) foi um filósofo e teólogo calvinista americano. Era um advogado fervoroso da apologética pressuposicional e foi chefe do departamento de filosofia da Universidade Butler por 28 anos. Era um expert em filosofia pré-Socrática e antiga e era notado por seu rigor ao defender a revelação proposicional contra todas as formas de empiricismo e racionalismo, ao argumentar que toda verdade é proposicional e ao aplicar as leis da lógica. Sua teoria do conhecimento é às vezes chamada de escrituralismo.

[5] Para uma leitura integral do artigo de Gordon Clark, acesse http://www.monergismo.com/textos/cristologia/expiacao_cap6_clark.pdf

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EM&B :: PIB do Méier – 16 de julho (quarta)

Amigos do Rio: vamos participar do congresso Nossa Geração 2008, na PIB do Méier. Segue o cartaz abaixo:


(clique no cartaz para vê-lo maior)

Nossa participação se dará na quarta-feira, dia 16, às 19:30. Creio que será um momento importante tanto para nós quanto para a Igreja (não por nossa participação, claro). A lista de preletores é bastante impressionante, e demonstra um preparo intenso. Quem abre o Congresso, no domingo, é o Pr. Márcio Miranda, da Orla Sul, igreja na qual eu, o Fabiano e o Léo (que não vai conosco) congregamos.

Integrando o line-up da banda, estarão o Sandro, o Cadu e o John (Vineyard). O Cadu vocês já conhecem, tocou percussão conosco em alguns eventos. O Sandro começou a tocar comigo em 2003, quando formamos a Mais que a Vida e tocamos em alguns eventos. Já o John você conhece melhor aqui, no seu MySpace.

Se você não sabe chegar na Igreja, eis um mapa aí em baixo.

Nos vemos lá!

Duda

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Cristianismo e o mundo ao nosso redor, 2

A idéia é a seguinte: refletir sobre aquilo que vemos hoje em nossas Igrejas. Todos estão convidados a dar pitacos, de maneira civilizada.

O que nos torna cristãos? O que nos separa dos outros grupos religiosos que temos ao nosso redor? O assistencialismo e a justiça social são, de fato, a melhor forma de vivermos o que cremos? Se Jesus fosse filho de José, e não de Deus, faria alguma diferença?

Todas as perguntas acima giram em torno da pessoa ou das palavras de Cristo. Saber respondê-las corretamente é essencial para vivermos de maneira digna e honrosa ao Evangelho que um dia nos foi pregado. Mesmo vivendo em um mundo supostamente pós-moderno, desapegado do espiritual, precisamos manter firmes nossas posições como santos e Igreja; não como bastiões ou guardiões de um reino em perigo (em especial pelo fato de nosso Rei não ter inimigos à Sua altura), mas sim como filhos que têm amor pelas palavras de Seu Pai.

O que nos torna cristãos é o mesmo que nos separa dos outros grupos: Cristo. Não vemos Cristo como um professor, profeta ou sábio mestre, mas sim como “Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai; pelo qual todas as coisas foram feitas”[1]. Começamos a enxergar Cristo desta forma através do testemunho de outros, mas a não ser que tenhamos uma experiência de fato com o Noivo, O conheceremos apenas de ouvir falar. Se O conhecemos apenas de ouvir falar, não houve transformação em nossas vidas, Seu amor não aquece nossos corações e Sua graça não encobre a multidão de nossos pecados. Cristo continua morto para nós, não conhecemos Sua vitória.

De igual forma, se concordamos que Cristo nasceu como qualquer outro humano, sendo filho de José e Maria, e não de Deus, Ele automaticamente deixa de ser Deus. Se Cristo não sofresse no Calvário o “castigo que nos traz a paz” (Isaías 53:5), e se após três dias morto não tornasse a viver, não precisaríamos dar muito crédito às suas palavras. Como disse C. S. Lewis, “Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus dis­se não seria um grande mestre da moral. Seria um lu­nático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo co­mo a um demônio; ou pode prostrar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não pas­sava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la.”[2]

Ter uma perspectiva correta acerca de quem Jesus é, e de quem nós somos por causa da obra redentora de Cristo, permite que abracemos o trabalho que Ele nos ordenou da forma correta. O assistencialismo e a justiça social não são, de fato, a melhor forma de vivermos aquilo que cremos, justamente por não refletirem plenamente nossa condição como filhos de Deus. Cristo não nos salvou por causa das obras que fizemos ou faremos, mas sim a despeito delas.

Entretanto, não fomos salvos para ficarmos de braços cruzados, mas sim para praticarmos boas obras. O assistencialismo pode ser praticado por qualquer pessoa, desde que disponha dos recursos e do tempo necessários. O problema é que a motivação, em muitos casos, é pecaminosa: uns a fazem para conseguir favores políticos, outros a fazem para obter salvação, ou na esperança de melhorar seu “karma”. Mas apenas uma visão cristocêntrica acerca das boas obras nos permite agir de forma correta. Em primeiro lugar, só podemos amar ao nosso próximo se amamos a Deus, pois este é o primeiro mandamento. Em segundo lugar, só podemos fazer as obras realmente boas após termos nosso coração transformado por Cristo, pois “as boas obras do cristão dão aos outros homens uma justa razão para glorificarem a Deus, o Pai”[3]. O cristão não busca seu próprio bem, mas sim a glória de Deus. É essa busca pela glória de Deus que pode mudar o mundo em que vivemos.

Sem Cristo não somos nada, e sem Ele, nada podemos fazer. A tentativa de tirar Cristo de Seu trono só demonstra quão baixos e vis nós somos, e quão carentes de Sua graça estamos. Cristo deve ser adorado em toda Sua plenitude e beleza, e não apenas por aquilo que Ele pode fazer por nós ou nos dar. Aliás, aquilo que temos de mais importante Ele já nos deu: Sua própria vida.

Solus Christus

Eduardo Mano

Continuação da Série “Como Iremos Mudar o Mundo”.
Siga abaixo os textos anteriores:
1


[1] Trecho do Credo Niceno.
[2] C.S.Lewis, Cristianismo Puro e Simples (Martins Fones: São Paulo, 2005)
[3] John A. Kohler, III, Os Cristãos e as Boas Obras. http://www.monergismo.com/textos/obras/obras_kohler.htm

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Notas de Terça :: EDITADO

• Aparentemente, a banda Delirious? deu um tempo. Aparentememte as coisas correram bem, o Martin Smith pediu um tepo para se dedicar ao projeto CompassinArt e à sua família, o que os outros membros honraram. A princípio a parada é por 17 meses.

• Na semana passada, Derek Webb lançou o projeto Noise Trade. A idéia é a seguinte: se você é um artista, você disponibiliza a sua música de graça, e as pessoas têm duas opções de download: ou pagam a quantia que quiserem pelo álbum ou cedem o e-mail de três pessoas em troca do download gratuito. E parece que a idéia tem dado certo, uma vez que o site já dispõe de 20 CDs para download. Eu indico fortemente o CD do C.J. Bergman, que por sua vez me foi indicado pelo onipresente (já que está em todo post) Thiago. Para ficar mais fácil, veja abaixo:

• Só hoje recebi dois links de congressos aqui no Rio, onde as igrejas optaram por utilizar blogs para a divulgação. Achei interessante e fiquei feliz por mais pessoas verem que os blogs são ferramentas de marketing extremamente baratas. Minha preocupoação é: será que a cada evento serão abertos novos blogs, ou os blogs serão definitivos? Só o tempo dirá…

• Imagino que grande parte dos leitores do blog conheçam a Relevant Magazine, publicação cristã americana, voltada para o público jovem. Pois bem. Domingo, após o culto, estávamos eu e minha esposa em uma livraria no Leblon quando, ó, avisto a edição mais recente da Relevant à venda. Fiquei muito feliz. É o primeiro mês que aa livraria tem a revista em estoque, e já que é uma edição bimestral, não sei se logo mais teremos a próxima. Mas, claro, tinha uma contra-partida: a reviusta, importada, custa na módicos R$27,60, contra os US$4,80 da capa. Comprei? É claro que não.

É isso. Ainda hoje teremos outro post, mais sério.

Duda

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