Faça como o U2 e diga claramente: I will follow.
E para alegrar vocês… (vídeo aqui, pra quem tá lendo via reader / feed)
Rock on and follow me on twitter.
abço!
Eduardo
Faça como o U2 e diga claramente: I will follow.
E para alegrar vocês… (vídeo aqui, pra quem tá lendo via reader / feed)
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Eduardo

Como vocês têm reparado, tenho pensado bastante em todo esse lance de “ser independente”. Por mais que o termo indie, ou independente mesmo, seja usado mais em referência às bandas de rock de selos pequenos ou ainda não contratadas por nenhum selo, creio que a nomenclatura vá muito além de um estilo musical. Entendam: não estou achando que as coisas que escrevo aqui sejam novidade. Posso estar tanto errado quanto atrasado na conversa, mas é que no nosso mundinho, o cristão, eu nunca tinha visto ninguém falando sobre isso.
Também não acho que sou o primeiro a falar, tá?
Mas então… prosseguindo. De certa forma, a maioria dos artistas gospel e cristãos (aqui vale colocar tudo em pratos limpos: gospel, pra mim, é quem joga para galera, enquanto cristão, para mim, é quem segue seus instintos) são independentes, pois não se valem de uma gravadora propriamente dita para divulgar seu trabalho. Alguns são distribuídos por selos (como o VPC), outros têm suas próprias gravadoras / distribuidoras (como aquele pessoal que quer de volta o que era deles, mas antes dizia que abria mão de tudo por Deus), mas no fundo, no fundo, são independentes, têm algum poder sobre sua obra.
A questão, ao que me parece, é que mesmo nesse meio, onde a independência reina, ainda dá para ser independente na essência. Digo isso por que tem muito ministério que iniciou com sonhos de ser igual a x ou y, muitas vezes abrindo mão de seus gostos pessoais para abraçar algo enlatado e pronto para venda. Será que realmente vale tanto a pena assim estar na mídia?
Pessoalmente, antes do projeto do EP, eu quebrava a cabeça querendo compor músicas mais agitadas, mais no estilo modern worship que ouvia diariamente, e estava constantemente frustrado por compor apenas melodias simples, muitas vezes melancólicas, com letras que certamente não figurariam no louvor de muitas igrejas brasileiras. Todo o processo do EP, e as portas que foram abertas, foi muito libertador. Libertador por poder abraçar plenamente a arte como ela sai de mim, e não como eu queria que ela saísse e libertador por ver quantas vidas foram, de certa forma, tocadas por todo esse processo.
Agora, preparando o material pro CD, a pressão diminui, e surgem os mais variados tons e ritmos, coisa que eu nunca imaginei que faria, e novamente esse processo libertador nasce em mim, pois não estou preso à necessidade de agradar a um determinado grupo, mas apenas a Deus, ou a mim, dependendo da perspectiva do leitor.
Nesse sentido, a essência indie é importante, pois faz com que a própria pessoa, de certa forma, curta aquilo que faz. Não são poucas as histórias de bandas que, após gravarem determinado disco, nunca o ouviram… e isso não se dá, creio eu, pela exaustão do processo criativo, mas sim pelas pressões das corporações, insistindo nos cifrões e abrindo mão do coração do artista.
É nesse sentido que tenho sido impelido a fazer algo com as boas e novas bandas que têm surgido, sejam congregacionais, contemplativas, seculares… importa que nós, como cristãos, estejamos fazendo aquilo que o Pai plantou em nossos corações.
Público sempre vai ter. Dinheiro, nem sempre. Mas como disse Milton Nascimento, “todo artista tem que ir aonde o povo está”, e pelo que ando vendo, o povo anda com uma certa urgência por coisas verdadeiras.
Tô pensando em abrir uma conta para a gente. Mas não deixaria o blog de lado não…
Na real, não sei se isso seria assim tããããooo fundamental… pelo que entendi (e podem me corrigir, amigos), essa ferramenta é muito melhor aproveitada por quem tem celulares 3G e essas paradas todas… o meu nem câmera tem… hehehehehe… estou enganado? Agradeceria a assessoria de gente mais à par da coisa toda.
grato,
a administração
Calma, calma. Embora todos da banda achemos a idéia de um dia irmos a manaus muito boa, o que chegou lá antes de nós foi nossa música.
A galera do Abrigo R15 tem tocado as nossas músicas em seus cultos, e ontem o Marcos me mandou um vídeo com uma canção do Aeroilis (Sigo em Paz, muito bonita por sinal) e duas nossas, Reinas Soberano e Eterno. Dá uma olhada aí:
Abrigo R15 – Louvor from abrigo r15 on Vimeo.
Todos nós ficamos muito felizes com isso, por ver e ouvir a galera cantando em Manaus algo que fizemos. Felicidade, felicidade.
Caso você tenha um vídeo de sua comunidade cantando uma de nossas músicas, sério, manda pra gente que a gente posta aqui.
Um abraço!
Eduardo
Ontem troquei e-mails com um pastor, amigo meu, pedindo indicação de bandas para o congresso jovem de sua Igreja. Tocamos nesse congresso ano passado, e ele queria apresentar novos nomes à comissão, embora nós mesmos fôssemos uma opção. Entendi bem a situação e atendi ao seu pedido, oferecendo o contato de 5 bandas amigas a ele.
No ano passado, nós mesmos fomos beneficiados por isso: fomos indicados por uma outra banda amiga para tocar no congresso da Igreja, e fomos muitíssimo bem acolhidos. Mas o meu ponto não é esse.
Hoje à tarde, ao comentar com um dos indicados o que tinha feito, ele me disse que soube de um outro evento, em outra igreja, e que também havia nos indicado.
Isso me deixou pensando, e toda aquela discussão que rolou / rola aqui no blog sobre artistas independentes… eu fiquei imaginando se esse não é o caminho para nós. Conversando com outro amigo ainda, esse bem mais “na frente”, com alguns CDs já lançados, ele me confidenciou como está difícil fechar agenda, e como a pirataria tem atrapalhado a venda de seus CDs.
Também gostaria de saber como isso funciona no meio dito secular, mas vou tentar me informar. Da minha parte, faço o que posso: vendo CDs de amigos quando vou a algum lugar, livros de editoras amigas… tudo pra ajudar, já que muitas vezes vendo pelo mesmo preço que me foi passado (sempre em consignação, claro, pq dinheiro mesmo, não rola).
Mas será que, se nos unirmos, a coisa não acaba firmando mesmo? Será que se a gente perder o medo de não fechar uma data para indicar outro a gente não acaba abrindo porta para outros “divulgadores” do nosso trabalho? Será que se a gente montar a banquinha lá, da “muvucada”, a gente não mostra mais coisa boa pra quem de fato precisa conhecer coisa boa? Pensar mais no público do que no bolso, entendem?
Se você tem banda, por favor, me dá um retorno sobre o que você pensa disso, seja pelos comentários ou qualquer outra forma. Idéias valem, sempre, todas. Sejam de Reino ou de mercado (uai, pq não?), joguem todas. Se você puder divulgar esse post entre aqueles que você conhece e são artistas, de qualquer estilo, cristão ou secular, por favor, faça… as idéias se aplicam em qualquer instância.
aguardando,
Eduardo
Comentei há alguns dias a respeito do Damien Rice. Para quem não entendeu, minha intenção foi dizer que o cara é bom mesmo, faz música que toca de alguma forma na alma (tipo Fix You, do Coldplay). Isso é graça comum.
Meu conceito de graça comum foi formado pelo teólogo Wayne Gruden, em sua Teologia Sistemática. Eu estava com uma baita preguiça de transcrever o texto pra cá, mas Deus é bom e acabei achando um (excelente) blog que transcreveu o texto, o qual colo, agora, uma parte:
“…Como Deus pode continuar a conferir bênçãos a pecadores que merecem somente a morte — não somente aos que finalmente serão salvos, mas também a milhões que nunca serão salvos, cujos pecados nunca serão perdoados?
A respostas a essas perguntas é que Deus concede-lhes graça comum. Podemos definir graça comum da seguinte maneira: Graça comum é a graça de Deus pela qual Ele dá às pessoas bênçãos inumeráveis que não são parte da salvação. A palavra comum aqui significa algo que é dado a todos os homens e não é restrito aos crentes ou aos eleitos somente.
Diferentemente da graça comum, a graça de Deus que leva pessoas à salvação é muitas vezes chamada “graça salvadora”. Naturalmente, quando falamos a respeito da “graça comum” e da “graça salvadora”, não estamos sugerindo que há duas diferentes espécies de graça no próprio Deus, mas apenas estamos dizendo que a graça de Deus se manifesta no mundo de duas maneiras diferentes.
(Wayne Gruden, Teologia Sistemática, p. 549-550 – aqui você lê todo o texto)
Em grande parte, é isso que o Sandro, num comentário aqui no blog, disse se referindo à banda Móveis Coloniais de Acaju. Eis o comentário, reproduzido na íntegra de tão bom:
“Grande banda e disco! Acho muito legal vc usar este espaço para falar/opinar o que vale a pena ouvir na cena musical, tudo isto sem se desculpar por colocar música chamada secular. Precisamos entender e mergulhar na graça comum! Tanta gente que não tem a mesma relação que nós cristãos nascidos de novo temos com nosso SENHOR, mas que marcam nossa alma e coração com letras e acordes cheios das maioreis inspirações divinas… Muitas vezes fico pensando nesta nossa dificuldade de enxergar o mundo com a ótica da graça comum, que atinge a todos os homens. Preferimos a cultura de gueto, de uma “ensimesmação” tamanha que não conseguimos glorificar ao Senhor por usar tantos… E nem mesmo nos envergonhar de não sermos mais referências… Temos a visão muito pequena… Agradeço a Deus por prover todas as coisas, até mesmo a boa música vinda de quem “está morto em seus delitos e pecados…” Nosso Deus é SOBERANO e REI de todo o universo!!! …e ainda temos a petulância de não querer acreditar nisto… Deus te abençoe mano!
A partir dessa percepção, podemos ver que alguns artistas estão muito sensíveis a essa Graça, outros nem tanto. Mas não se engane; de uma forma ou de outra, estão separados de Deus. E como Deus nos ajuda a discernir aquilo que é bom e ruim, você não precisa que ninguém diga “não pode ouvir música secular”. Autoritarismo não combina muito bem com cristianismo.
E como diria Marcelo Taz, “beijomeliga” (tosco, tosco)
Eduardo
ao som de “Deus, onde estás” – Palavrantiga
Não tive tempo de postar a respeito disso ainda, mas nos dias 5 e 6 de junho (uma sexta e um sábado), vai acontecer, em Belfor Roxo, a conferência internacional da Vineyard. Eis o cartaz aí:

Esse evento vai ser legal por juntar num mesmo lugar algumas das pessoas que mais gosto. Outra coisa legal é que, na sexta e no sábado, quem interpreta os gringo sou eu. O Roger eu já havia interpretado quando ele foi na minha Igreja. O outro… bem, veremos lá em Cosmorama.
Em breve o hotsite da conferência vai estar no ar, e vocês poderão conferir endereço, mapa, e essas coisas. O endereço é:
http://conferencia.pibemcosmorama.com
Se você quiser a judar a divulgar esse evento, fique à vontade, ok?
abraço!
Eduardo
ps.: juro que logo logo divulgo algo da banda.
Eu não pedalo sozinho não,
quem foi que disse que eu controlo meu guidom?
Quem me guia é quem me fez
e eu vivo um dia de cada vez.
Que é pra eu não me perder
nem me equivocar no meu querer.
Quem me guia é quem me fez
e eu vivo um dia de cada vez.
Paulo Nazareth, Crombie