Archivo para 09, 2009

Tu és Deus

Esse aí em cima é mais um vídeo para a música Tu és Deus, de minha autoria. Essa versão foi gravada na Comunidade Cristã S8 de Botafogo.

Tu és Deus é, de longe, uma de minhas músicas prediletas. Pode soar pedante da minha parte, mas é uma das músicas que mais gosto. Embora eu tenha colocado as palavras (simples e nada originais, diga-se de passagem) no papel, tocar, cantar e ouví-la trazem ao meu coração um senso muito nítido e claro de quem eu sou diante do Magnífico Deus que servimos.

Creio que de todas as vezes que fomos a alguma igreja, poucas (senão nenhuma) vezes deixamos de tocá-la, pois para mim, ela é mais ou menos como um atestado de “ó, é assim que a gente crê, é assim que pensamos a respeito de Deus”.

Muitas pessoas ao ouvir o EP comentaram comigo que repararam nuances reformadas nas letras (o que não é nenhuma afronta para mim), mas sem babaquice, prefiro pensar algo na linha do Dr. Russell Shedd: não é que as músicas sejam reformadas, é que elas são bíblicas.

Desculpem a verborragia. Ouvir a música agora pra checar se o vídeo tinha subido direitinho no YouTube me fez pensar tudo isso.

Boa noite a todos. Quer ver se consigo dormir ainda hoje.

abraço e até amanhã no twitter e por aqui, ;)

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (2) Comentarios

Relevância

Hoje a Igreja quer ser relevante e contextualizada.

Mas parece que ser relevante e contextualizado hoje em dia significa relativizar algo tão objetivo e concreto quanto Cristo. Então, com isso, não apenas as mensagens, mas também as músicas estão vazias de Cristo. Estão cada vez mais poéticas, cada vez mais acessíveis, e cada vez menos cristãs.

Nesse sentido, nos tornamos completamente irrelevantes para o outro. Não há sentido em ser cristão sem Cristo. De fato, nem mesmo viver faz muito sentido sem Cristo.

Enquanto seguirmos nossas agendas, pregamos um deus pregado no madeiro. Um deus pequenininho, fraco, esquálido e mirrado. Um deus genérico. Um deus que em nada se parece com o Cristo que é cordeiro e leão, e em quem tudo passa a fazer sentido.

prece que passamos tempo demais escondendo nossas candeias, ao invés de as colocarmos nos lugares mais altos.

just a thought…

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Escrito por Eduardo Mano en Pensamentos Dispersos, Teologia y tiene (1) Comentario

Fotografia

foto_interludio

Entoncis. São 3h45 da manhã e eu deveria estar dormindo. Estou com dor de cabeça e minha esposa está ali, confortável em nossa cama, e eu aqui teimando em atualizar o blog.

Vou escrever apenas algumas linhas e já saio do computador. Prometo.

Há alguns dias eu voltei a fazer algo que gosto muito: fotografar. A idéia é, sem demagogia, eventualmente tirar uma grana com isso, mas o prazer vem em primeiro lugar. Tenho acompanhado algumas bandas amigas na tentativa de aprimorar meu olhar e também de ganhar alguma agilidade no processo.

Abri uma conta no Flickr para mostrar meu trabalho.

Tenho andando muito com alguns amigos (que são infinitamente melhores que eu) e que têm me ajudado muito no processo: o Leo e o Jonatas. Mas tem outro amigo que inspira também, o Alexandre Seloti, de Sampa.

Esse post foi apenas para contar a novidade e levar você a conhecer meu trampo. Mas se você acompanhar os links dos amigos, verá que tem muita coisa boa rolando. Bons fotógrafos cristãos.

É isso. Dor de cabeça chegando no pico. Amanhã tem mais, acho.

abraço,

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Pensamentos Dispersos, design y tiene (6) Comentarios

Eric Peters, Chrome – matéria

Matéria da Relevant Magazine (link original, em inglês) sobre o lançamento do disco Chrome, de Eric Peters. Há alçgumas lições preciosas para nós, artistas independetes, nessa matéria. A tradução é minha e não teve revisão, portanto conte com alguns erros.

Eduardo

Tentar fazer uma peça quadrada entrar em um buraco redondo funciona tanto quando descrever Kanye West como humilde. A Square Peg Alliance, um coletivo artístico que engloba alguns notáveis como o sempre controverso Derek Webb e o membro do Caedmon’s Call Andrew Osenga, acolhe rebeldemente esta definição. Um grupo de deslocados que não se encaixa perfeitamente no mercado cristão nem no secular, e acabaram encontrando um lar entre si mesmos.

A comunidade recentemente se uniu para apoiar o lançamento do sexto álbum de Eric Peters, Chrome. Se você está se perguntando “Eric quem?”, há grandes chances de você não estar sozinho. Ainda assim, a honestidade sincera e a produção esmerada (graças a outro membro da coalizão, Bem Shive) raramente deixam o ouvinte desapontado.

Peters merece destaque na cena já populosa dos cantores e compositores folk pop. Mas ao contrário de Webb, que teve seu último trabalho (Stockholm Syndrome) lançado pela INO Records, Peters é completamente independente. Isso significa que financiamento, produção e lançamento são completamente por conta dele. Então, o que um cara com uma esposa, filhos e uma hipoteca deve fazer?

Peters escolheu o “caminho mais fácil”: ele pediu ajuda aos fãs para pagar por tudo isso. Embora Chrome tenha sido feito com um orçamento mínimo, Peters solicitou o patrocínio de seus ouvintes para financiá-lo. Ainda que apenas US$8.000 dos US$15.000 necessários para a produção tenham sido angariados, Peters diz que sem isso, Chrome nunca teria sido realizado.

“Agora que eu tenho o disco em mãos, e sabendo das condições financeiras da minha família, eu não sei se poderia ter desembolsado esse valor”, disse Peters. “Eu definitivamente acho que foi providencial ter os fãs envolvidos. Foi facilmente o menor orçamento que já tive para fazer um disco”.

Seguindo os passos de outros artistas independentes, como Jill Sobule, cujo orçamento de US$80.000 excedia em muito o de Peters, os fãs foram desafiados a doar antecipadamente, em troca de duas cópias do CD e seus nomes nos agradecimentos. Embora não esteja clamando o fim das gravadoras, Peters imagina que outros artistas possam também seguir o mesmo caminho.

“Não acho que sou o único que pode fazer isso”, disse. “Não estou dizendo que essa é a onda do futuro, mas creio que pode ser feito se os artistas tiverem um bom relacionamento com seus fãs, especialmente os mais entusiastas, que os seguiriam mesmo nas épocas mais complicadas”.

Administração de risco não é exatamente o forte de nenhum artista, mas ainda assim esse forma única de financiamento é um jeito de artistas independentes se preocuparem menos com a parte financeira e focarem no projeto em mãos.

“Às vezes me pergunto se as pessoas entendem o investimento que estão fazendo”, comentou. “Não vou colocar os artistas independentes em um pedestal e dizer ‘ai de nós’, mas o sacrifício e riscos envolvidos são tremendos. Se você observa apenas de um ponto de vista financeiro, não há garantias. Normalmente eu levo de um a dois anos para me recuperar completamente”.

A beleza geralmente nasce da dificuldade e Chrome não é exceção à regra. Sob os olhares de Shive, o conteúdo lírico obscuro foi cheio de luz musical. Músicas “pra cima” nem sempre são um reconhecimento honesto de que a vida é dura e as coisas nem sempre funcionam da forma que sonhamos.

“Eu estava sempre pedindo desculpas ao Ben pelas músicas serem tão tristes”, Peters conta em meio a risos. “Elas de fato são, mas ele ouviu melodia em meio a elas. E essa é uma das belas coisas na arte, pois uma pessoa como Bem pode pegar essas melodias e fazê-las funcionar. A primeira vez que as pessoas ouvem um disco, elas não irão se lembrar das letras; serão atraídas ou repelidas pela música”.

“Quando você ou Chrome em seu carro, com as janelas abertas e o vento assobiando no seu ouvido, o disco não vai fazer aquilo que pode por você”, diz Peters. “Mas se você consegue separar 45 minutos e coloca os fones de ouvido, as sutilezas ganharão vida. Eu não escrevo de forma clara, não sou profético nem a próxima descoberta musical, mas espero que as pessoas estejam dispostas a investir algum tempo em minha música. Talvez elas descubram algo a respeito de si mesmas ou de sua fé, ou de toda besteira que a vida nos traz”.

Eric Peters tomou as palavras de Frederich Buechner como tema de Chorme: “a história de qualquer um de nós é, em alguma medida, a história de todos nós”. As histórias contadas em Chrome são pessoais, mas com temas que são maiores que um indivíduo. No final, é a história que importa, não quem a conta.

“Estou apenas tentando contra a minha história da melhor forma possível, e espero que as pessoas possam se relacionar com isso”, diz Peters, falando da natureza pessoal do disco. “Por exemplo, um amigo meu passou por uma falência e disse a deus para ir pro inferno em meio a tudo. Eu não sei o que ele passou, mas certamente sei o que é tratar com amargura, tratar com o desapontamento e os momentos duros de dúvidas. Às vezes um pequenino grão de esperança é tudo o que tenho. A esperança ergue sua cabeça em meio a uma história terrível e Deus aparece para redimir, trazer a vida de volta”.

Esse tema até mesmo se estende à arte do disco. “David van Buskirk (o artista) veio com a idéia de um guarda-chuva aberto, com chaves caindo sobre ele, e um cadeado debaixo dele, e o cadeado está fechado. Nossas histórias são inúteis se as guardamos para nós mesmos. Creio que a idéia é que no compartilhar e no ouvir as histórias das pessoas, nós inevitavelmente encontramos algo de nós mesmos nessas histórias”.

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Escrito por Eduardo Mano en Música, Novo CD, Pensamentos Dispersos y tiene (2) Comentarios

Free Download – EdOndo EP

cover

EdOndo é uma banda de Manaus, e um de seus integrantes é meu amigo e também designer Markeetoo.

Eles acabaram (acabram mesmo, tipo, ontem) de lançar seu primeiro EP auto-entitulado. Eu gostei muito, mas eu curto um som pesado. Se você curte algo na linha Foo Fighters, Rock n’ Roll vigoroso com boas letras, bem tocado e tudo mais, certamente o download não será um desperdício de tempo.

Para baixar, basta clicar na capa do CD, alí em cima.

No pacote compactado, vem, além das 5 faixas (4 em inglês e uma em português), um encarte digital em PDF e a capinha, que tá aí em cima.

Eles estarão também na nossa seção Artistas Independentes.

Vai lá e baixa.

abraço e de nada,

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo, Música y tiene (8) Comentarios

vídeo e fotos

Atualizando nossos arquivos de registros, eis que surge um novo vídeo da banda, no S8 Cultural. Ao todo temos 7 vídeos da apresentação, que vamos subindo aos poucos.

Também recebemos as fotos que o Jonatas tirou na noite. Estaõ logo após o vídeo, em um slideshow.

Uma noite deveras produtiva tivemos na S8, certamente.

Abraço a todos

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Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (3) Comentarios

coisas (realmente) novas

Este final de semana marcou o início de coisas novas para mim. Não tão novas assim, mas novas. Explico.

Nos idos de 1998 eu entrava na Faculdade de Comunicação Social em São Paulo, e no mesmo ano comecei a ter contato com algo que me acompanhou até o final da faculdade e mais algum tempo, até eu deixar temporariamente de lado: a fotografia.

Por conta da Faculdade tiei o pó da velha Pentax K1000 que tínhamos em casa e lá fui eu para as aulas. Curiosamente, eu era o único a possuir uma câmera SLR na faculdade, até as primeiras Canon Rebel EOS começarem a pipocar. De qualquer forma, a pentaz durou um bom tempo (especialmente se levarmos em conta que era uma câmera de 1977).

Depois da Faculdade, da aulas de laboratório, das saídas a campo e etc, deixei a fotografia de lado por conta de uma (nada) promissora carreira em publicidade. Mas Eline sempre me incentivou a voltar às raízes.

Pois bem. Depois que o Léo iniciou sua (muito bem) sucedida carreira no ramo fotográfico e ter me emprestado sua Nikon D40, resolvi arriscar uma volta ao viewfinder, meio enferrujado e sem jeito.  Inscreví-me num curso do SENAC (que, se tudo der certo, começa dia 29) e fui fotografar dois eventos.

FFM@NS

O primeiro foi um show da Formidável Família Musical no Norte Shopping. Fui junto ao Jonatas e ao Fernando. Jonatas é MUITO melhor fotógrafo que eu, e foi lá dar uma força. :D

STORGE2@ITA

O segundo foi o congresso de adolescentes de minha antiga igreja, onde tocou a banda Storge2 e pregou o Pr. Sidney Costa, ambos de SP. Desta vez fomos apenas eu e Eline.

Da experiência já nasceu uma página no Flickr, que vou tentar manter atualizada. As fotos estão muito longe da qualidade profissional que encontramos no Léo e no Jonatas, mas estou feliz com o resultado parcial.

Eline, gatinha, muito obrigado pelo constante incentivo e apoio.

Léo, obrigado pela inspiração. Você nem faz idéia. Ah, e pela câmera, óbvio (pode deixar que logo compro a minha).

abraço,

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Pensamentos Dispersos y tiene (4) Comentarios

coisas novas

Então, um pequeno post para nossa auto-promoção:

Vídeo -

Minha Estupidez, primeira música tocada na S8,  gravada pelo amigo Fernando Souza. A Tati gravou TODAS as músicas da apresentação, então com o tempo soltaremos os vídeos aqui.

Pulem direto para 1:30, pois passo esse tempo todo falando nonsense.

Fotos -

Na mesma noite, o Jônatas foi lá e tirou umas fotos. Algumas ele posto no Flickr dele, outras ele vai mandar ainda (acho). De qualquer forma, fiquem com uma:

foto_jonatas_emeb

E a Tati tirou outra:

tati_foto_emeb

Assim que tivermos mais fotos, vídeos e etc em mãos, colocamos aqui. Não que importe para qualquer um, mas essa é a prova do quão colaborativos nós somos: os amigos criam nosso conteúdo.

Abraço a todos,

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (4) Comentarios

S8 Cultural, 12 de setembro

Hoje o dia começou cedo, e ontem, terminou bem tarde. Vou começar num estilo meio “sem-pé-nem-cabeça”.

Após o S8 Cultural, agregamos quem tava de bobeira para uma pizza pós-rockn’roll aqui em casa. Viemos todos da banda, Diego e Max da Interlúdio, cada um acompanhado de sua digníssima (menos Cadu, já que Zenaide ficou em Casa, Léo e Diego… por quem precisamos “orar”… :P )

A trupe saiu daqui por volta de 1 e pouco da manhã, sendo que às 7h eu e Eline estávamos de pé para uma ida ao Centro. Voltando de lá, comprei a Rolling Stone desse mês (com os Beatles na capa) e fui ao botequim mais próximo tomar um café da manhã (dois pães na chapa e uma coca de garrafa de vidro). Agora estou aqui, escrevendo essas mal-traçadas linhas.

Na verdade as linhas até que são bem-traçadas, já que são geradas automaticamente pelo template, mas estou divagando.

Ontem à noite estivemos na Comunidade Cristã S8 de Botafogo para participar do S8 Cultural. Quando digo estivemos, me refiro a nós e ao pessoal da banda Interlúdio. Fora nossos agregados e alguns amigos, mais ninguém foi. Isso contribui infinitamente para o clima familiar da noite e serviu para provar uma máxima:

Banda de homens casados, feios e mal-vestidos não atraem público algum.

Nós abrimos a noite tocando 7 músicas (todas devidamente gravadas pela Tati, nossa camera woman oficial, e em breve por aqui), mesclando faixas do EP e algumas do CD novo.

A Interlúdio soltou os cachorros com um rock and roll da melhor qualidade,e músicas inspiradíssimas do amigo totalmente excelente Diego Marins. Coisa linda de Deus.

A noite foi registrada pelos amigos fotógrafos Leo Neves e Jonatas Damasceno. Algumas fotos vocês já podem ver aqui (abaixo) e outras, nos links dos rapazes.

S8_EMEB

S8_EMEB_Interlúdio

A noite foi muito boa, e planos de uma turnê mundial das duas bandas não foram ainda descartados. :D

Um abraço a todos, bom domingo, louvem a Deus e amem suas famílias!

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Música, agenda y tiene (2) Comentarios

nome artístico(?)

Vira e mexe as pessoas me perguntam a respeito do meu nome. Parece difícil de acreditar que alguém faça parte, de fato, da família Mano. Sempre que isso acontece o que costumo fazer é mostrar a minha identidade, e isso gera duas reações: a primeira é que as pessoas acabam dizendo algo assim: “nossa, seu nome tem Mano mesmo!”, e a segunda é que, invariavelmente, TODOS riem da minha foto (especialmente por eu tê-la tirado com 16 anos e ter à época, fácil, fácil, 30 quilos a menos).

Bem, sem mais delongas, eis a prova de que meu nome é Mano mesmo:

identidade_eduardo

Vocês podem imaginar como foi passar dois anos morando em São Paulo com esse nome. Ainda tenho amigos que me chama  de Mano Brown (esse sim, um nome artístico). No mais, existe uma história (bem bonita, por sinal) em torno do sobrenome Mano. Mas essa, assim como a minha foto com 16 anos e 30 quilos a menos, fica para quando nos encontrarmos ao vivo.

E para demonstrar que a vida é bela, eis um clip dos Beatles, com uma das músicas mais legais que eles já fizeram.

Hasta luego!

Eduardo

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Escrito por Eduardo Mano en Música, Pensamentos Dispersos y tiene (4) Comentarios