Archivo para 2010

Uma não-Retrospectiva de 2010

Eu comecei a escrever uma retrospectiva do ano, mas desisti. E estou me sentindo muito bem com a decisão.

2010 foi um ano muito bom ezzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Sacaram, né?

Como todo ano, aconteceram coisas excelentes, e também coisas muito chatas. E tenho certeza que 2011 vai manter este ritmo. Não é conformismo, nem pessimismo, mas sim a simples constatação de que algumas coisas, por  mais que nós mudemos, não mudam nunca. É a tal benéfica rotina.

Espero que 2011 seja melhor, mas também, não acho que tenha alguém por aí pensando “putz, bem que o ano que vem podia ser um pouco pior que esse, né…”. Todos desejamos que as coisas melhorem, e não há desejo mais sadio no mundo, em especial quando deixamos o egoísmo de lado e pensamos que queremos um ano novo melhor para todo mundo.

De qualquer forma, eu queria elencar algumas das coisas top deste ano:

- O Velhas Verdades ter saído.
- O Coletivo Echo ter sido iniciado.
- A banda Alforria ter gravado a que, para mim, foi a melhor música de 2010: Ponteiros.
- Arcade Fire, Mumford & Sons, Priscila Ahn, Biffy Clyro.
- O início de uma maior amizade com o pessoal da Sacrifício Vivo, Alforria, Eduardo Barros, Gilmore Lucassen, Interlúdio, Palavrantiga e outras bandas.
- Todas – todas mesmo – as amizades que fiz via twitter e afins.
- Os amigos, que não preciso escrever aqui seus nomes, pois eles sabem quem são.
- Eline, que a cada ano que passa, está mais linda, mais perfeita.

É isso.

Venha 2011.

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (6) Comentarios

Tiago Guillul, último post

Este é o último post que escrevo a respeito do grande Tiago Guillul. Explico.

Guillul encerra o uso de seu nome artístico, junto com o final do ano. Ele, que já comunicou sua saída do selo que criou,  a FlorCaveira, alma mater do Coletivo Echo, segue em 2011 utilizando seu próprio nome, Cavaco. Aliás, para os desavisados, Guillul é a tradução, para o hebraico, de Cavaco.

Creio não ser necessário mais um post dizendo o quanto eu admiro o mestre Cavaco. Sua força criativa me emociona, e não tenho a mínima vergonha de dizer que me inspirei nele par dar o pontapé em meu próprio ministério: gravação de discos caseira, distribuição própria, criação artesanal de artes dos CDs – tudo isso o Cavaco fez primeiro, e com muito mais dignidade / criatividade.

Hoje, através do amigo Josaías, tive a notícia de que Zeca Camargo havia citado o Cavaco (Guillul) em seu blog. Uma imagem (editada) vale mais que mil palavras:

O texto do Zeca, na íntegra, você acessa e lê aqui.

Aguardando o que vem do Cavaco, bem como a vinda dele próprio ao Brasil, e na certeza de que ainda escreverei muitos outros posts a respeito de Tiago Cavaco.

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música,o amor é lindo y tiene (3) Comentarios

Velhas Verdades, Faixa a Faixa, 02 – Minha Estupidez

Prosseguindo com a série de vídeos sobre o Velhas Verdades, hoje temos o capítulo da música Minha Estupidez, gravado durante o natal na casa dos meus pais, em Petrópolis. É um vídeo curto em relação ao primeiro, mas vale para quem não sabe a história da música. Ah, e um adendo, o texto de Romanos fala que os atributos visíveis e invisíveis de Deus são vistos através das coisas criadas (no vídeo, eu insisto em dizer natureza). Fica aí a minha correção para os mais atentos. :)

Segue o vídeo.

Outra coisa: tem novidade no Coletivo Echo. Mais um disco de graça, desta vez, da banda Interlúdio. Corre lá para baixar!

Um abraço a todos!

Eduardo

Escrito por Eduardo Mano en Música,Novo CD y tiene (5) Comentarios

Natal

No ano em que a maioria dos meus amigos descobriu o Photoshop para fazer seus cartões de natal (amo vocês, caras) meu desejo de feliz natal a todos vocês fica na simplicidade destas tão mal escritas linhas.

Comam bastante, tomem sal de frutas, sonrisal e epocler, e lembrem-se disto: Jesus não nasceu neste dia. Hehehehe.

Cristo é o maior presente que qualquer um de nós, infelizes e desgraçados seres poderia ter recebido. Pouco me importa se o feriado é pagão ou não, fato é que Ele nasceu. É nisso que nos regozijamos.

Tenham um bom feriado. Que Deus abençoe a todos nós. :)

Eduardo

PS: Caso você não tenha comprado presentes de natal aos seus queridos, já sabe: Velhas Verdades. ;)

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Velhas Verdades, Faixa a Faixa, 01 – Verdades Eternas

Inicio aqui uma nova série de posts: são vídeos onde falo das músicas do Velhas Verdades, a história delas, e as toco como elas foram concebidas, compostas originalmente. Espero que seja benção pra vocês. :)

Um abraço,

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (6) Comentarios

Escutando Música

Há alguns dias atrás, conversava com um amigo enquanto ouvíamos, juntos, o Velhas Verdades. Ouvimos o disco do início ao fim, sem interrupções, na sala, no aparelho de som. Enquanto ouvíamos, este amigo disse algumas belas palavras acerca do disco, mas o mais importante foi a constatação de algo que eu já suspeitava há algum tempo, e que certamente já passou pela cabeça de algumas pessoas que lêem este blog: nós desaprendemos a ouvir música.

Hoje, com o advento da música digital (ok, não é de HOJE hoje, talvez de uns 10 anos para cá hoje) o ato de ouvir música deixou de ser um “ritual” e se tornou algo tão banal quanto escovar os dentes (para aqueles que os escovam, claro). Com nossos celulares e MP3 players, ouvimos música na ida para o trabalho, enquanto trabalhamos, enquanto fazemos nossas refeições… sempre plugados ao fone de ouvido, inseparável em vários momentos.

Hoje, personagens como Rob Fleming (criado de Nick Hornby no livro Alta Fidelidade, interpretado no cinema por John Cusack com o nome de Rob Gordon – entenderam?) seriam tidas como excêntricas: alguém que coleciona LPs e CDs, é dono de uma loja de discos que só trabalha com raridades e reorganiza sua coleção de tempos em tempos com base em listas e sistemas complexos. Um amante da música, que aprecia a música como quem aprecia um bom vinho.

Hoje não temos mais o hábito de comprar discos, já que poucos dias após seu lançamento (e em alguns casos, até antes) bastam alguns cliques que encontramos os arquivos prontos para serem baixados de forma gratuita. Não vou entrar no mérito da questão da legalidade ou ilegalidade do ato, mas fato é que ouvir música tornou-se algo banal.

Nos celulares, iPods e players da vida, há a maldita função shuffle, que “embaralha” as músicas. É ÓBVIO que você sabe o que é esta função, mas ouça o que eu digo: ela é malígna (ok, exagerei nessa). Claro que é divertido esperar para ver qual faixa vai tocar após a atual, dentre as mais de 10000 músicas do seu player, mas ao fazer isso esquecemos de um pequeno detalhe: os discos (em geral) têm sua ordem de músicas estabelecida com um propósito. No Velhas Verdades, por exemplo, a ordem das músicas não é aleatória, cada uma das nove faixas está na sua posição com uma razão: contar uma história, ou dizer algo a quem ouve. Outro exemplo: ouvir o lado B de Abbey Road, dos Beatles, fora da ordem em que foi colocada no disco tira 75% da diversão da experiência.

Eu sou velho. Ou ao menos eu me julgo assim, especialmente quando reparo que muitas das pessoas que me seguem no twitter têm, em média, 10 anos a menos que eu. Sério, eu também me espantei com isso. Mas voltando ao assunto da velhice, eu sou da época do vinil. Eu tive, em vinil, toda a discografia do Iron Maiden até o disco Fear of the Dark; toda a discografia de Metallica (até o álbum preto), Megadeth (até o Countdown to Extinction) e Slayer (até o Seasons in the Abyss). Ouvi Toquinho, Tom Jobim e Milton Nascimento através dos discos de vinil dos meus pais. Tive inúmeras fitas cassete originais… e sempre o “ritual” era o mesmo: encarte do disco (ou CD ou K7 – sim, eles tinham encarte antigamente!) na mão e música rolando. Não pulava uma faixa, acompanhava a letra de cada música e aprendia a cantar cada uma. Foi assim que aprendi inglês! E foi assim, também, que tomei gosto pela música e decidi aprender a tocar um instrumento.

Hoje a sociedade Fast Food, de consumo imediatista (que já estragou a culinária), tenta estragar também o consumo, ou melhor, a apreciação da música. O imediatismo é tão grande que nos contentamos com qualquer arquivo de baixa qualidade encontrado na net. Mas há algo a ser feito.

Apreciar música é algo prazeroso. Deus não distribuiu dons e talentos musicais à toa: a música é de fato importante para nossa vida, e enquanto cristãos, ela é de suma importância para nossa prática, seja como auxílio à adoração ou ao ensino. Mas isso é outro papo.

Eu peço a você querido leitor, querida leitora, que faça uma experiência. Aprenda a ouvir discos na sequencia em que foram formatados, desligando a tecla shuffle. Ouça uma banda de cada vez, música por música, entendendo o que há por trás das letras, a ordem do disco, a arte do CD / álbum. Nada está lá por acaso. Para fazer isso, não adianta ter pressa, não adianta estar trabalhando, ou com a cabeça em outro lugar. Mesmo que seja necessário dedicar alguns minutos por dia a isso, eu aconselho que você assim faça. Se for ouvir alguma banda cristã, experimente fazer desse o seu momento devocional. Se não, experimente ouvir os instrumentos, os detalhes (na verdade, faça isso sempre). Se não dispuser de tanto tempo para isso, faça esta experiência duas vezes por semana, ou quantas vezes puder. Veja como isso não muda a forma de encarar a música, o disco, o artista.

Tente, também, fazer isso em um lugar tranquilo (seu quarto, por exemplo, se ele assim for). Com fones de ouvido ou não (embora alguns discos ganhem mais vida quando ouvidos alto, sem fones.

Sempre que for possível, adquira música. Sim, compre (e pode começar pelo meu – brinks!). A não ser que seja caro. Não compre se o preço for abusivo. Ninguém deveria ter acesso restrito à música. Veja: não estou incentivando a rebelião, mas concordo que pagar pequenas fortunas em um CD (um produto que às vezes custa menos de R$ 2,00 ao fabricante) é um pouco demais. Sei que no custo final do produto estão incluídos direitos autorais, custos com produção e marketing e etc., mas acho que tem gente viajando um bocado no processo. Mas adquira música. Em muitos casos é bom para o artista (em especial os independentes) e é bom para você também.

Ouça música com mais gente. Sentados em sofás, deitados no chão, acomodados em almofadas… pessoas ouvindo, apreciando e discutindo música só têm a ganhar com a experiência.

Sei que o texto tem um tom um pouco utópico, e que talvez já seja tarde demais para tentar mudar a situação, a forma como consumimos música. Mas eu sei o quanto eu cresci e apurei meu gosto ouvindo música assim, e sei que outras pessoas podem se beneficiar disso. A música, assim como a literatura, nos leva a pensar, a imaginar, nos leva a exercitar nossa criatividade. Ela também pode ser vir para aumentar os laços entre as pessoas, quando deixamos de lado os fones de ouvido e tiramos a poeira das antigas caixas de som dos nossos pais.

É claro que você pode não concordar com o que eu disse aqui, e não espero mudar o mundo com isso. Mas se eu puder beneficiar duas pessoas com essas dicas, ficarei feliz de verdade. Deus fez muito na minha vida através da música (senti o chamado eficaz de Deus para a minha vida ouvindo a banda de heavy metal cristão Stryper – mesmo com toda aquela maquiagem e cabelos exóticos que eles usavam nos anos 80), e continua fazendo, inspirando letras e melodias que, graças a Ele, têm abençoado alguns de vocês. Se Ele fez isso por mim, pode fazer também por você, embora certamente de forma diferente. Mas uma coisa é certa: a música é para o nosso prazer e deleite. Aprenda a desfrutar dela.

Um abraço,

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música,Pensamentos Dispersos y tiene (25) Comentarios

Como foi em Santos

Algumas pessoas me perguntaram como foi em Santos, com a galera do Sacrifício Vivo. Foi ótimo. Todos os momentos em Santos e São Vicente foram espetaculares, menos a ida embora. ;)

Chegamos na madrugada de sábado após uma longa viagem que começou na sexta às 15h. Muito trânsito no Rio, muita chuva em São Paulo e pouco combustível na descida da Imigrantes. A coisa foi tão bizarra que em uma das paradas, encontramos meu cunhado, que ia para São Paulo. Agora pare e pense: dos quase 400 Km que separam o Rio de São Paulo, das centenas (sim, centenas) de opções de paradas, e da quantidade de minutos e horas que tem o dia, chegamos à mesma parada quase juntos.

Enfim, chegamos a Santos cansados e moídos. Jantamos na casa dos pais do Helder, vocalista, tecladista e líder da Sacrifício Vivo e depois fomos, eu e Eline, para nossa “pousada” na cidade: a casa da dona Clara e do Júnior. Falarei mais deles depois.

Sábado foi dia de acordar tarde, almoçar e ir direto para a Igreja, onde seria o lançamento do CD. Eline acabou ficando um pouco mais em casa, descansando. Passamos as músicas da noite (eu cantaria duas músicas da banda com eles, e eu abriria a noite tocando duas músicas minhas, acompanhado por eles) e nos preparamos para o que viria depois. Fiz um vídeo, espero que vocês gostem.

Como ficou bem claro na música Maiores Mandamentos, eu não tenho a menor idéia do que fazer quando canto sem o violão. Grato.

No domingo o pessoal da banda foi gracioso e me acompanhou em dois compromissos, nas igrejas batistas de Marapé e de Nova Cintra. Momentos muito bons, com boas palavras. E ainda pudemos, eu e Eline, encontrar uma amiga nossa, membro da PIB em São Vicente.

O povo da baixada santista é MUITO gente boa. Quero fazer uma menção especialíssima aqui a nossos anfitriões, dona Clara e Júnior. Fomos extremamente bem acolhidos em sua casa, tivemos excelentes conversas e sabemos que ganhamos mais amigos longe de casa, gente que mal entramos no carro é já temos saudades. Deus os abençoe sobremaneira.

Também tenho muito a agradecer ao pessoal da banda, que fez o convite e agitou tudo para que tivéssemos um tempo fantástico por lá. O cansaço valeu a pena.

Agora, fiquem com algumas fotos. :)

Em tempo: a barba e o cabelo se foram.

abraço!

Eduardo Mano

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em Santos – agenda completa.

Como disse há alguns dias atrás, neste final de semana estarei em Santos (SP) com o pessoal da banda Sacrifício Vivo, para o lançamento do CD deles. O Helder, vocalista e tecladista da banda (e grande amigo) conseguiu mais duas datas no domingo para mim. Então, se você é de Santos, ou de alguma cidade próxima (ou até de São Paulo e tem alguma disposição), anota aí as datas:

SÁBADO, 4 DE DEZEMBRO, 19H:
LANÇAMENTO DO CD “DEPENDÊNCIA”
Igreja Batista Central de Adoração de Santos
Av. Bernardino de Campos, 89 – Vila Belmiro, Santos – SP

DOMINGO, 5 DE DEZEMBRO
9H
Igreja Batista do Marapé
Av. Sen. Pinheiro Machado, 624

19H
Igreja Batista de Nova Cintra
Av. Santista, 987
Com pessoal da Sacrifício Vivo

Estou muito animado com essa viagem e por passar esses dias com os amigos da baixada santista. Se você estiver lá perto, ou puder ir, venha falar conosco. Vai ser um prazer. :)

Um forte abraço,

Eduardo Mano

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Sem Photoshop

No Sábado passado, estive em um bazar, promovido por um casal de amigos que está de mudança (e pela minha esposa, que levou algumas peças lá). Foi uma tarde agradável onde até eu consegui trazer umas coisinhas para casa (dois tênis, um DVD e um CD por R$19,00 pode?).

Entre as maravilhas que consegui, estava um caderno quadriculado por R$0,50 centavos. Ei-lo abaixo.

Daí que tive uma idéia. Ei-la abaixo.

Quando estiver pronta, os senhores serão avisados. :)

Um abraço!

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en design,Música,Pensamentos Dispersos y tiene (1) Comentario

Melhor é dar

Eu e o pessoal do Voltemos ao Evangelho estamos sorteando 3 cópias físicas do Velhas Verdades no Twitter. Para participar, você deve, em primeiro lugar, ter uma conta no Twitter. Em segundo lugar, deve ir até este post aqui e ver, lá no Voltemos, como participar.

Fica a dica. ;)

Eduardo Mano

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