
Ontem eu passei boa parte do dia fazendo algumas consideração acerca de chamado, propósito, essas coisas que têm tudo pra se tornar um papo hiper chato, mesmo que seja um papo de você para você.
Não é que o fato de Deus nos chamar para algo seja chato, muito pelo contrário. É que às vezes, as pessoas usam esse tipo de conversa para manipular e convencer outras pessoas de algo que nem sempre é inteiramente verdade. Mas enfim, estou digredindo.
Estava pensando no fato de que Deus nos chama com propostas diferentes. Pessoas diferentes, obviamente têm chamados diferentes. Nem todos precisam fazer a mesma coisa. Paulo, sendo judeu, pregava aos gentios, enquanto Pedro, aos seus. Não há problema nisso, esse é o lance. A dificuldade é quando todos querem fazer igual, ou pior ainda, quando querem fazer igual por saber que assim terão mais “sucesso”.
Ao olhar a vida de Cristo, estudar Suas palavras e ver como Ele agia, percebo que a vida é muito menos relacionada a “sucesso” (que está muito ligado à nossa vontade, e às vezes à vontade de nossos pais, etc…) do que a fazer a vontade de Deus… e com isso entendo que nem sempre a vontade de Deus é que sejamos conhecidos, famosos, ricos e tudo mais… mas Ele sempre quer que sejamos referência: de santidade, de serviço, de compaixão, de amor, de justiça. Entre outros, claro.
Uma coisa que sempre digo para minha esposa (ou melhor, duas coisas, ou mais) é que precisamos fazer aquilo que nos deixa felizes. Eu não quero chegar, daqui há alguns anos, olhar para minha vida e dizer “não tive nela prazer”. Já disse isso uma vez, mas enquanto eu estava tentando ser algo que não era (musicalmente falando), eu não via muito resultado em trabalho algum. E no momento em que passei a ser eu mesmo fui honesto não apenas comigo, mas com Deus.
Enfim, considerando os pensamentos de ontem, é isso que tenho para deixar. Não é nada no estilo “deixa a vida me levar”, muito pelo contrário. É sobre colocar a vida nas mãos de Deus, já que Ele é quem dá sentido às coisas.
Sejam sempre quem vocês são quando sozinhos.
abraço,
Eduardo