Archivo para 03, 2010

Hoping To Collide With

Eu já disse no Twitter que não sou promoter de bandas, e que quando faço isso, faço por amor à música. De verdade. Por acaso a maioria das bandas que divulgo é formada por amigos, mas isso é mero acaso. ;)

A Hoping to Collide With é uma dessas bandas. Foram eles, mais que o Sigur Rós, que abriram o universo do post-rock para mim. Conheço apenas um integrante da banda, o Nathan Bomilcar, mas já troquei idéia por e-mail com outros. gente da melhor qualidade, fazendo música à altura do que são enquanto homens de bem.

Eles têm (por enquanto) apenas um EP que você pode baixa de graça (já ouviram isso antes?), e se você curte novas experiências musicais assim como eu, não perderia tempo. É baixa e gostar.

Para baixa o EP, você pode clicar aqui (para conhecer um site / gravadora online que disponibiliza boa música de graça toda sexta-feira) ou pode clicar aqui e baixar direto.

A banda pode ser conhecida / contactada das seguintes formas:

MySpace
Twitter
Site Oficial (ainda em construção)

Bons sons!

Eduardo Mano

PS: Mantenha-se aberto para aquilo que não é, necessariamente, cristão… Embora feito por alguns cristãos ;)

Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música y tiene (1) Comentario

Jónsi, Go

(matéria da Relevant Magazine traduzida e adaptada por Eduardo Mano. O original pode ser encontrado aqui)

Alguém já entendeu, mesmo que em um nível básico, alguma música do Sigur Rós? Mesmo que você seja da Islândia, onde o quarteto de post-rock tocou seus xilofones pela primeira vez em 1994, talvez você se depare com uma geleira lingüística. Grande parte das músicas da banda são em uma língua fictícia chamada Hopelandic, um estranho balbuciar de vogais e gemidos que enfatizam o som ambiente que fazem.

É por isso que se torna uma grata surpresa o fato do vocalista Jónsi Birgsson estar prestes a quebrar a barreira de línguas. “Estou cantando pela primeira vez em inglês”, diz ele a respeito de seu novo trabalho solo, GO, um disco de 9 canções a ser lançado nos próximos dias.

Claro, há mais a respeito da experiência musical além das próprias letras. Por mais de 10 anos, Jónsi tem se mantido à frente da criatividade do Sigur Rós e da própria cena post-rock: transcendendo oitavas através de seu falsete, tocando sua guitarra com um arco de cello e escrevendo melodias instrumentais que chegam às alturas celestiais. Então agora que nós podemos entender o que ele canta, o que ele vai dizer?

De acordo com ele, é algo tão evocativo quanto seu trabalho com a banda.
“Sigur Rós tem sido um casulo seguro para mim”, ele diz. “Eu amo escrever com minha banda, pois você pode dividir aquela faísca de inspiração, mas também estou gostando de aprender a respeito de mim mesmo como um compositor”.

Para muitos cristãos, a música do Sigur Rós tem sido uma trilha sonora para a adoração, ou seja, as melodias inspiradas e os vocais não-lineares levam o ouvinte a focar em coisas mais elevadas. Talvez sejam melhor chamar isso de “música espiritual” – não explicitamente religiosa, mas arte que tenta transcender o que há de ordinário na experiência humana e tocar em uma realidade mais atemporal. Isso pode soar ridículo e ter um “quê” de ostentação, mas também é a melhor forma de falar sobre a música da banda: ela nos transporta.

Ken Heffner, diretor de Atividades Estudantis no Calvin College e curador do Festival Bienal de Fé e Música, é bem versado em encontrar o sagrado em meio ao secular. Seus trabalhos no Calvin College têm sido notados por levar cantores como Lupe Fiasco a bandas como – sim – Sigur Rós em uma faculdade cristã. “(Sigur Rós) tocou aqui em 2006; esse foi um dos pontos altos em meus 22 anos de shows”, diz ele. “Um dos meus pontos favoritos em tê-los trazido aqui foi durante a entrevista que fizemos antes da apresentação. Alguém perguntou: ‘muitos críticos falam de sua música como a trilha sonora do céu, ou música vinda de Deus. O que vocês pensam a respeito disso?’ Eles riram e disseram que sabiam dessas palavras ditas a respeito deles, mas que não é o que eles pensam estar fazendo. Eles pensam que é tudo a respeito da beleza”.

Jónsi está surpreso, mas não cauteloso, com o fato de muitos cristãos e pessoas religiosas considerarem a música do Sigur Rós como música de adoração: “Isso é uma responsabilidade assustadora, mas também é algo legal. Acho que qualquer forma que minha música puder inspirar as pessoas é uma tremenda oportunidade”.

“(Sigur Rós) encontrou algum jeito de chegar perto da Glória, de dar um som à Glória”, diz Heffner. “Outros artistas fizeram isso, mas em nossos dias, acho que o Sigur Rós faz isso da melhor forma. Deus está agindo, tornando novas todos os tipos de coisas, e Ele pode fazer isso através de um show do Sigur Rós. Sua presença pode vir a um show mesmo que essa não tenha sido a intenção do artista”.

Jónsi diz que sua própria espiritualidade está intrinsecamente ligada à sua música.

“Não sou uma pessoa religiosa, mas sou espiritual”, diz Jónsi. “Música é o que me mantém vivo, me preenche e me deixa feliz. Eu deixo que tudo flua de mim e através de mim para as minhas músicas”.

De acordo com Jónsi. o novo disco é o ponto culminante de todo um repertório que se estende por mais de uma década.

“Comecei com 27 músicas, e fui afunilando o processo. Algumas das músicas eu escrevi há 10 anos atrás, e estava esperando o momento certo de lançá-las. Todos os outros membros do Sigur Rós estão tendo filhos”, diz Jónsi rindo, “então pareceu o momento certo de fazer algo solo”.

Jónsi e sua banda tiveram um impacto indelével na música ambiente. Com suas sinfonias carregadas de falsetes e vivacidade, eles influenciaram todos desde Radiohead a Coldplay, e ganharam fãs tão diversos quanto David Bowie e Brad Pitt. Mas além da musicalidade do Sigur Rós, sua marca registrada de orquestra sem palavras alcança muitos fãs de uma forma profunda, na alma.

Musicalmente, GO se parece muito com aquilo que o Sigur Rós faz: um som etéreo e assombroso, com glissandos em cascata por toda parte. Mas há um certo entusiasmo, e uma centelha de otimismo no álbum que às vezes não são encontrados no som mais escuro e ártico do Sigur Rós. GO está cheio de vida, e seu tema, diz Jónsi, fala de se livrar dos medos.

“Muitas pessoas tem medo de se soltarem e experimentar a louca montanha-russa que é a vida. Eu queria que esse disco tivesse uma energia mais ‘para cima’ que encorajasse as pessoas a se aventurarem, alcançarem seus sonhos, fazer aquilo que sonham fazer”.

O lançamento de GO irá galvanizar um ano cheio de trabalho para Jónsi. Ele parte em turnê mundial esse ano, e o lançamento do novo disco do Sigur Rós também está marcado para 2010.

“A fama é uma coisa estranha, mas você precisa aproveitá-la”, diz ele a respeito do holofote sobre ele e sua banda. “Eu ainda vivo em Reykjavík, e isso me mantém com os pés no chão. Acima de tudo, sou grato pela habilidade de compor músicas. A vida é uma dádiva”.

Nota 1: Eu gosto muito de Sigur Rós e tenho uma conexão forte com deus através de suas músicas. Jónsi é, como muitos devem saber, homossexual assumido. Mas isso de maneira alguma impede que Deus o use de alguma forma, como creio que vem usando. Graça Comum, minha gente. Deus usou uma mula, usa a mim e a você. Pode usar o cara também. Fiquei até feliz da matéria da Relevant ter deixado esse aspecto de lado, mas como sei que certamente a polícia da blogosfera vai chegar aqui em algum momento…
Nota 2 – procurem mais sobre post-rock nos wikipedias da vida, e fiquem atentos ao próximo post para conhecerem um belo representante do estilo, mas made in Brazil.
Nota 3 – o texto não foi revisado. Certamente há erros.
Nota 4 – dá prs achar o disco para baixar… basta procurar no google. ;)
Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música,Pensamentos Dispersos y tiene (4) Comentarios

Novos Vídeos

Bom, como prometi, aí estão dois novos vídeos.

O primeiro é nosso assassinato à música “Hipócrita, eu?” do Lucas Nobuo. Sábado devemos tocá-la novamente, e creio que vai ser um pouco melhor. A segunda é raízes, que já tem outras 3 versões por aí. Paciência, vai mais uma, com um piano matador do Josué, e a guitarra brilhante do Léo. A percussão precisa do Cadu, nem precisa ser comentada. Mas é precisa. :)

É isso. :)

Sempre que der, teremos vídeos novos.

abraço!

Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (4) Comentarios

Próximo Sábado

EDIT horário: 19h

Para entender a razão dos “Tapetes Voadores”, veja o post anterior (incluindo os comentários).

Observação importantíssima: não tocamos pagode. Óbvio. Basta ver que todos usamos barba e ninguém é sarado. :P

Sério, vamos encher o salão da Igreja? Quem for, leve câmeras para fotos e vídeos. A gente dá um jeito de pegar os arquivos lá.

abraço!

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Batista Betel de Niterói, 20 de março

Graças a Deus eu me adiantei e fiz um mini-post a respeito de sábado passado, pois imaginava que ia demorar a falar algo. Mas cá estou.

Sábado passado foi sem igual. Claro que a tendência a eu escrever isso é maior do que eu dizer “foi uma porcaria”, mas fato é, foi realmente bom.

Tivemos a estréia oficial do Josué no teclado e do Léo na guitarra. Sandro não esteve conosco (e tocamos sem baixo mesmo), mas pudemos sentir como se as coisas estivessem de fato rumando para algum lugar.

Além disso, por uma necessidade, tocamos quase que todos em cima de um tapete, mais próximos uns aos outros, reduzindo assim a necessidade de volumes altos. Isso fez com que nos ouvíssemos melhor, e também nos deu uma idéia:

Cadu: “Vamos tocar todos em cima do tapete”

Alguém: “Todo mundo não vai caber”

Cadu: “Pô, a gente podia comprar um tapete grande e sempre tocar em cima dele… ia ser tipo o nosso esquema”

… referências a algum filme e ao Aladin foram feitas…

…conversa da qual não lembro…

Leo: “A banda podia se chamar Eduardo Mano e os (algo que não lembro)”

Eu: “Eduardo Mano e os Tapetes Voadores”.

Todos: palmas e concordância.

Óbvio que não necessariamente a conversa se deu dessa forma, mas o certo é que os dias de Eduardo Mano e Banda se foram, e agora teremos os dias de Eduardo Mano e “Os Tapetes Voadores”, assim, entre aspas.

Além desses dados, é importante dizer duas coisas:

• Como disse o pastor da Igreja, a gente engana: as pessoas acham que vamos tocar um rock tipo _______ (insira nome de banda de rock aqui), mas não é bem isso que elas recebem.

• Assassinamos brutalmente a música “Hipócrita, eu?” do Lucas Nobuo. Temos vídeo do acontecido, deve subir até sexta.

Com isso, deixo-vos com as fotos.

é isso,

Eduardo

Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (2) Comentarios

Alforria

Eu gosto, e muito, de divulgar novos artistas, em especial aquelas nos quais acredito. Foi o caso do Interlúdio, do Lucas Nobuo, e de outros. Estamos diante de uma situação semelhante.

(clique na imagem para baixar)

A Alforria é uma banda de Vitória e tem Rafael Porto como líder e vocalista. A forma como nos conhecemos foi inusitada: ele falou honestamente a respeito do EP Esperança (a verdade: que não tinha nada demais nele) e eu agradeci. Um amigo em comum partiu em minha defesa, mas acabou que a sinceridade imperou e surgiu daí uma amizade.

Umas semanas atrás o Rafael começou a me manda umas músicas por e-mail, gravadas com celulares mesmo. Fiquei encantado. E na sexta-feira veio a boa notícia: ele soltaria um single com uma faixa mais bem produzida.

(nota: eu, como amigo, recebi não uma, mas duas faixas dele. Desculpa aí, tá gente…)

Eis que presto aqui um serviço público: todos precisam ter acesso à boa música. Baixem já o single e sejam felizes.

site: alforria.net
MySpace: www.myspace.com/alforria

De nada…

Eduardo

Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música y tiene (4) Comentarios

prévia de ontem

Nós, ontem na Batista Betel de Niterói. Foi sem baixista mesmo. A foto é pra que ninguém reclame que eu demoro pra postar as fotos das saídas (o que de fato ninguém reclama).

Pra quem não foi, eis os fatos: nego achou que éramos uma banda de rock (imaginem a decepção) e assassinamos a música “Hipócrita, eu?” do Lucas Nobuo. E foi tudo filmado. Em breve, vídeos.

Agora deixo-vos, pois eu e Eline vamos visitar meus pais na serra. :D

Abraços e até segunda, com um texto melhor e mais fotos.

Eduardo

Escrito por Eduardo Mano en agenda,Música y tiene (1) Comentario

Vai dar samba

Essa é a nova formação da banda. Da esquerda para a direita, temos: Cadu (percussão), Josué Ribeiro (teclado), eu (voz e violão), Sandro (baixo) e Léo (guitarra / violão / voz).

As mudanças básicas foram: Léo saiu do teclado e foi fixo para a guitarra, Sandro passa a tocar baixo mais frequentemente e o Josué entrou com a unção das teclas. E quem é ele? Josué é designer (infinitamentem melhor do que eu, e isso pode ser comprovado aqui), músico (é tecladista do Deigma Marques) e irmão do Josafá (aquele que fez a camiseta que foi alvo de inveja).

Quem nos conhece sabe que a possibilidade de ver todos juntos no mesmo lugar é remota. Mas isso não nos desmotiva. Amanhã já tocamos (infelizmente sem o Sandro) em Niterói, e temos outras datas já.

Não se engane com o cavaco. Tocamos Folk. E Rock. Às vezes juntos, às vezes separados.

E caso você queira marcar algo com a gente, basta entrar em contato. ;)

Grato,

A Diretoria.

Escrito por Eduardo Mano en agenda,Gênese,Música y tiene (4) Comentarios

Batista Memorial de Teresópolis

Mantendo a tradição de posts atrasados, no último sábado nós (a banda) subimos a serra de Teresópolis com um pretexto e um propósito. O pretexto era tocar no culto da manhã da Igreja Batista Memorial de Teresópolis, mas o propósito era participar da comemoração do aniversário do Sandro, nosso baixista. Então lá nós fomos.

Saímos do Rio debaixo de quase 40º e fomos presenteados com uma Teresópolis de clima ameno. Coisa fina demais. Subimos cedo por conta de uma sessão da Mary Kay que minha esposa iria fazer lá e aproveitamos para conhecer alguns membros da Igreja e andar pela cidade. À noite, jantamos e fomos para a casa que nos hospedaria, cada um.

Chegamos cedo à Igreja e ao contrário do que esperávamos, não ensaiamos. Na verdade, tocamos no culto sem ensaiar. Mas voltando, chegamos e fomos para a EBD, onde pudemos atrapalhar a aula. ;)

No culto, encontramos uma Igreja vibrante, animada e, pelo que já tínhamos visto, unida. A Igreja já experimentou coisas muito dolorosas, mas está vivendo um tempo feliz em Deus. Com a liderança do Pastor Roque Carvalho e o auxílio dos ministros (entre eles o próprio Sandro, que serve junto aos jovens, adolescentes e também na música), Deus tem feito coisas muito bonitas por lá.

Tocamos duas músicas no culto da manhã: Tu és Deus e Outono. Ambas foram bem recebidas. No culto da noite ainda tocamos (já sem o Cadu) Mais Chegado que um Irmão, música que a igreja já canta em seus cultos (fato que me deixou muito feliz, óbvio).

À tarde tivemos uma festa surpresa para o Sandro. Nota fantástica: o Cadu tocou bateria. Tu és deus ficou animal! Outono, nem tanto. Culpa, sério, de nossa falta de ensaios.

Ficam as fotos. Clique para ver maior.

É isso. Dia 20, sábado, é em Niterói.

abraço,

Eduardo

Escrito por Eduardo Mano en Música y tiene (1) Comentario

Funciona assim

Você acessa o MySpace do cara, ou clica na capa do CD abaixo e faz o donwload, gratuito, do EP do Lucas Nobuo.

Pode, claro, me agradecer depois.

Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música,o amor é lindo y tiene (9) Comentarios