Eu nunca tive problemas com mudanças. Digo, qualquer tipo de mudança. Mudei de colégios três vezes ao longo da adolescência, mudei de faculdade uma vez, mudei (com minha família) de casas algumas vezes, mudei de estado… depois de casados, eu e Eline já mudamos duas vezes. Mudei de emprego 9 vezes, desde que comecei a trabalhar. De igreja, mudei 4 vezes.
Não exagerei nos números. Realmente mudar, para mim, significa ir rumo ao desconhecido, o “ver no que vai dar”. Já me dei mal em algumas mudanças de emprego (mal mesmo), e estes tropeços foram momentos de muito aprendizado na minha vida com Deus.
Num desses momentos de mudanças (ou passos) erradas, eu conheci a música Tapeceiro, do Stênio Marcius (do qual já falei aqui). Saber que Deus, onipotente, tem a direção do meu “guidon” é confortante. A letra da música fala de como Deus é um tapeceiro que sabe o que faz. Mesmo que em determinados momentos nós não consigamos (por conta de nossa visão de mundo limitada) enxergar o plano completo de nossa vida, Deus vê. Assim, as matizes coloridas ou cinzas que aparecem vez ou outra são necessários à beleza final da obra.
O parágrafo anterior foi para dar uma base para o seguinte: as mudanças que aparecem para a gente nos levam a tomar decisões. E em princípio, a decisão é apenas uma: ir em frente ou ficar parado. Ir em frente ou ficar parado representam riscos. Ir em frente significa enfrentar aquilo que você ainda não conhece, podendo, em bom português, se dar bem mal. Ficar parado representa estar seguro, e correr o risco de perder oportunidades. Ambas, no entanto, têm algo em comum: o “e se”. “E se eu não tivesse mudado” (caso as coisas dêem errado) ou “E se eu tivesse ido em frente” (caso a estagnação seja difícil de agüentar).
Hoje, olhando para trás e vendo o que resultou das mudanças equivocadas que fiz, vejo que Deus realmente é bom. Mais que isso, vejo que “tudo coopera para o bem dos que” O amam. Não é KO isso, é à vera.
Eu e Eline temos passado (e ainda passaremos) por algumas mudanças em nossas vidas. Mudanças que geram ansiedade, dúvida, medo, alegria… mas que julgamos necessárias ao nosso crescimento. Da mesma forma, todos nós somos confrontados com as mudanças, seja nos relacionamentos, no trabalho… em algum momento elas aparecem e nos obrigam a decidir por algo. Eu, talvez até de forma irresponsável, admito, tenho a tendência de sempre “ir adiante” nas mudanças, nem tanto pela coragem, mas pelo sentimento que escrevi lá em cima, o de “ver no que vai dar”. Não creio que essa seja a melhor saída para todos, mas quando as mudanças aparecerem na sua frente, tente entender o que Deus quer para sua vida, e lembre-se: “no fim das contas tudo se explica, tudo se encaixa, tudo coopera para o bem”.
Deus te guie,
Eduardo Mano