Como está bem óbvio aí no cartaz, dia 15 de maio estaremos em Suzano, no aniversário da Comunidade Cristã Abrigo 7. Na verdade, estaremos em Suzano no dia 14 também, mas não sei ainda se tocaremos em algum lugar. Avisarei, claro.
No mais, caso queiram nos chamar, entre em contato, ou pelo email eduardomano@gmail.com.
Plena segunda-feira, aniversário de sua esposa, e cai a maior chuva do mundo. Chegam seu sogro, sua sogra e sua irmã. Todos ficam ilhados. A Parmê, PARMÊ!, não faz entregas, pois a rua da sua casa (que é a mesma da dita) está alagada. Todos estão com fome. O que fazer?
Não se turbe vosso coração.
Cheque a dispensa. Eu chequei. Achei: restos de macarão (penne e espaguete). Cheque a geladeira. Eu chequei. Achei: Ketchup e molho barbecue. Cheque o congelador. Eu chequei. Achei: salsicha de frango.
Junte tudo:
Na boa? Ficou bom demais. Coloca uma farofa pronta Yoki e ó…
Andam confundindo as coisas. Tem gente que vê tantos DVDs de “worship” (e isso se tornou um estilo musical, agora) que acaba colocando os pés pelas mãos, invertendo as prioridades. Eu passei boa parte da minha juventude assistindo a estes DVDs, sendo impressionado com o show montado (ou seria circo em alguns casos?), e queria contribuir com algo.
A adoração a Deus não tem absolutamente nenhuma relação com as roupas que você veste, o instrumento que você toca, o corte de cabelo que você usa, os acessórios que você ostenta. Na verdade, é bem provável que, em boa parte dos casos, eles sirvam até de distração àqueles que estão participando do momento.
A adoração a Deus também não tem nenhuma relação com as luzes, a fumaça, ao som de última geração ou com o tamanho do auditório (e ainda se ele está cheio ou vazio). Novamente, tudo isso pode ser distração e causa de ansiedade: se o som falhar, ó céus, como faremos? O auditório está vazio, como Deus se agradará do nosso evento?
Vaidade, já dizia Salomão.
Deus solicitou coisas grandiosas ao povo hebreu no Antigo Testamento, mas meus amigos, havia toda uma razão por trás destes pedidos. Não vemos isso acontecer no Novo Testamento, e de fato, o que Cristo requer de nós é que vivamos vidas simples e humildes.
A adoração a Deus é esta: amá-lo acima de todas as coisas, com toda nossa alma e entendimento, e ao nosso próximo como a nós mesmos. O cristianismo não tem lugar para a autoexaltação, o louvor ao “eu”.
A adoração a Deus não é entretenimento, mas sim a razão maior da vida do cristão. Enquanto estivermos preocupados com o “show”, deixaremos de lado a busca pela simplicidade das coisas do Reino. Isso me soa grave demais.
Então. Há alguns dias eu soltei algo no twitter falando de pôsteres da banda. De fato eles existirão. Nesta primeira série, teremos um conjunto de três pôsteres, baseados em músicas da banda. O formato dos pôsteres é 31,5 x 47 cm., já contando dois centímetros de paspatur para cada lado. Paspatur é a borda ao redor da imagem (fica a dica). Essa primeira leva será feita em impressão à lazer em papel couché 180 gramas.
O primeiro poster é baseado na música Quartos Vagos, e estão aí algumas imagens para vocês verem como ficou.
Quando a série estiver completa, disponibilizaremos aos interessados (leia-se quem quiser comprar). O jogo de pôsteres será vendido junto com um canudo apropriado para guardar sem amassar os papéis. Esse é um dos materiais que levaremos quando sairmos com a banda, e o preço será BEM em conta. Mesmo.
É isso. Caso eu não atualize mais nada até semana que vem (o que eu duvido), tenham uma boa páscoa e não exagerem no chocolate.
A rima no título do post não foi de propósito. Há alguns dias, o grande Tiago Cavaco (ex Guillul) entrou em contato comigo perguntando se poderia utilizar uma das minhas músicas em uma coletânea (doravante “mixtape”) de sua igreja, por ocasião da Páscoa. O disco seria compartilhado das formas tradicionais (já tradicionais para o século XXI): download grátis e CDs físicos. Pois bem. Na noite passada ele me enviou por email as artes do disco, e pelo facebook, o link para download. Eis que os coloco para vocês. Clique na imagem abaixo para baixar (link para o 4shared, ok?).
A música com a qual participamos na mixtape é Mais Chegado que um Irmão, na versão do Velhas Verdades. O que torna tudo mais legal, já que tem a participação da Eline. E o mais legal foi o Cavaco ter se referido a nós como os Welcome Wagon do Brasil. Não os conhece? Vá procurar.
Alguns dos amigos que acompanham este distinto blog sabem da admiração que tenho pelo trabalho do Tiago Cavaco. A Flor Caveira foi / é a maior inspiração para o Coletivo Echo, e as músicas dele me inspiram. Além disso, saber que o outro participante ativo desta mixtape é o Samuel Úria (e que ele curtiu a música) só me deixa mais feliz. Isso certamente não é uma abertura para uma “carreira internacional” (façam-me o favor, né…), mas posso garantir que é um sonho realizado.
Baixem o disco, apreciem o trabalho dos nossos amigos portugueses e sejam felizes. Feliz páscoa, adiantado.
…E depois de um tempão em Manaus, ainda não fomos para nossa casa. Primeiro, precisávamos dar uma passada em São Paulo para cumprir duas agendas da banda: tocar no Love2011 e na Batista da Liberdade. Era a primeira vez em um mês que víamos amigos nossos do Rio: encontramos Josafá e Léo na cidade.
Chegamos em SP na quinta-feira, 7 de abril. Após uma noite virada, um vôo de 3 horas e meia e uma espera de 2 horas para darmos entrada no hotel, qualquer ser humano normal pensaria apenas em dormir, correto? Mas não nós: após um banho rápido, fomos para a rodoviária do Tietê, encarar mais uma hora e meia de ônibus até São José dos Campos, para uma reunião na Editora Fiel (mais detalhes sobre isso qualquer dia desses). Lá encontramos Samuel e Priscila Supimpa (e você achava que Mano era um sobrenome estranho, não é mesmo?), missionários e grandes amigos nossos. Ficamos até o final do dia e chegamos de volta à capital paulista por volta das 22h da noite.
No dia seguinte, 8 de abril, eu e Eline comemoramos 5 anos de casados, e saímos para celebrar a data. Não fomos à primeira noite do Love, mas passamos momentos excelentes na cidade. Imaginar que já estamos casados há 5 anos (e juntos há 9) é uma grande prova do amor e graça de Deus em nossas vidas, e a cada dia que passa, cada vez mais Deus tem trocado os nossos sonhos e planos pelos Dele, para a Glória Dele.
Dia 9, dia de Love. Josafá e Léo chegaram à cidade por volta de 8 da manhã e nos encontraram no hotel. Ainda lá, encontramos os meninos do Palavrantiga, que iam para São Carlos, e também o pessoal da Tanlan, que ainda não conhecíamos pessoalmente. Todos gente boa. Fomos para o local do Love, encontramos mais amigos e conhecidos e nos preparamos para uma tarde de muito som. Encontramos também o Sidney, que durante este tempo em SP, foi nosso fiel baixista. O cara tirou todas as músicas e mandou muito bem. Valeu fio!
Queria fazer uma rápida leitura da tarde. Não conseguimos assistir a todas as bandas por conta da necessidade que tivemos de passar as músicas que tocaríamos (por conta do tempo em Manaus, não ensaiamos para o evento). Assistimos parte do show da Tanlan e da Siga o Mestre (banda do excelente Lucas Nobuo). O evento teve alguns atrasos (e sei que na sexta a situação foi semelhante), mas o empenho do Rafael, rapaz que levou quase tudo sozinho nas costas, faz a gente deixar algumas coisas de lado. Juntar as bandas que ele juntou, da forma que fez, é algo digno de nota e honra.
Para mim, o grande show da noite foi o do Resgate. Foi a primeira vez que os vi ao vivo, e fiquei emocionado. Ouvi-los tocar Todo Som e Rock da Vovó foi marcante para mim. Eles tocaram um set muito reduzido (apenas 20 minutos) mas não senti que estavam chateados com isso. Mandaram muito bem, isso sim. Deus os dê muitas músicas ainda, por muitos anos.
Nós tocamos bem antes deles, e foi bem legal. Ficamos felizes com o resultado e com a recepção das pessoas. Legal ver que algum pessoal conhecia as músicas e cantou junto.
Após o Love, fomos para a IBAB ver o Tanlan tocar no culto jovem da igreja. Momento muito legal, esse. Os caras são bons demais, gente boa demais, e excelentes músicos. Depois, fomos descansar para o dia seguinte na Liberdade.
Tocamos na Liber no culto jovem das 17 horas, chamado Um Novo Tempo. Tivemos alguns pequenos problemas com o som, mas tudo foi resolvido no início do culto. Lá conhecemos o pessoal da 4U Films, produtora de vídeo independente que faz um trabalho bem legal. Talvez tenhamos uma parceria no futuro. Bom também foi reencontrar o Pr. Edwin Ferraz, líder dos jovens da igreja e a quem conheci há bons 10 anos aqui no Rio.
Da liber fomos direto para a rodoviária,e rumo ao Rio. Chegamos na cidade às 3 da manhã e fomos direto para a nossa cama, a quem eu e Eline não víamos há mais de um mês. Como é bom deitar na própria cama – pequenos prazeres aos quais não damos tanto valor.
É isso. Esse foi nosso tempo em São Paulo. No próximo texto, falo sobre com foi o final de semana em Macaé.
Então… dia 4 último completamos 1 mês em terras amazonenses. Hoje, enquanto escrevo, já se iniciou o nosso último dia por aqui, o que significa que teremos um dia de despedidas. Gostaria hoje de falar um pouco da família que nos acolheu aqui em Manaus… e nos acolheram como irmãos, amigos, filhos.
Pr. Manoel e Lena. Esses foram os nossos “pais” aqui em Manaus. Eles que nos levaram para todos os cantos, nos alimentaram fisicamente e espiritualmente. O carinho e cuidado que eles demonstraram por nós certamente é fruto de anos vivendo para a Glória de Deus, e à sombra da Cruz.
Markeetoo e Ninna. Nossos anfitriões. Certamente eles já estão de saco cheio da gente (e quem não ficaria?), mas como foi bom esse tempo na casa deles. Além de podermos desfrutar da excelência (fato) da cozinha da Ninna – vegetariana, diga-se de passagem e do “air drumming” do Markeetoo, seja ouvindo Muse ou Foo Fighters, o que fica é o amor que têm um pelo outro, e a diligência com o amor e serviço à Igreja.
Micael e sua noiva, Bruna. Casal dos mais simpáticos. Infelizmente não estaremos aqui para a feijoada deles, mas guardaremos ambos em nossos corações. Que a vida que Deus tem planejada para eles seja próspera longa e frutífera. Além do mais, Micael é dono de uma das melhores vozes do Rock, sem brincadeira.
Marta e Siza. O bom humor de ambos é contagiante. Marta faz doces deliciosos, e espero que logo tenha uma franquia de sua marca no Sudeste. Siza… o que dizer deste jovem? Sabe aquelas pessoas que a gente gosta assim, de graça? O Siza é um desses. E deixamos Manaus sabendo entrar e sair do carro dele sem tirar a borracha da porta do lugar. Bonus points.
Mical, Larry e Kairos. Tê-los como amigos é um privilégio. Nos poucos minutos iniciais de conversa com eles, ainda no retiro, deu pra ver o tanto de experiência que eles, sendo jovens, já tinham. O amor pelo Senhor e zelo por Sua obra é algo que salta aos olhos. Isso tudo sem falar no bebê mais lindo da região Norte (para não ofender os amigos das outras regiões).
Só por estas pessoas a passagem por M já teria valido a pena. mas conhecemos muitos mais. E nem vale citar apenas alguns aqui, pois seria injustiça. Ao pessoal da Abrigo R15 e da 1ª Quadrangular de Manaus, que mesmo apenas por uma noite nos recebeu tão bem, deixamos nosso abraço, carinho e um até breve. Como Deus é bom!
Há um tempo atrás, meu amigo Carlos Daniel, pastor de adolescentes da Igreja Batista Itacuruçá, me disse que ia fazer uma propaganda sobre mim em uma revista voltada para jovens e adolescentes, publicada pelos batistas. Fiquei feliz só com a promessa, claro. Mas daí, nestes dias aqui em Manaus, ele me enviou um email com o PDF do anúncio. Gostei dele, então ei-lo aqui para vocês darem uma olhada.
A despeito de na foto (que foi tirada pelo Léo) eu estar sem barba, achei o anúncio de bom gosto.
9 DE ABRIL, SÃO PAULO SÁBADO, 13:30
LOVE 2011 - SITE
Festival com Eduardo Mano, Palavrantiga, Tanlan, Resgate e muito mais. Local: Club Sattva / CCPC – Rua General Jardim, 269 – Consolação
Inscrições: aqui
10 DE ABRIL, SÃO PAULO DOMINGO, 17:00
Um Novo Tempo Local: Rua Santo Amaro, 412 – Bela Vista
16 E 17 DE ABRIL, MACAÉ, RJ SÁBADO, 19H
2º Encontro de Bandas
Eduardo Mano e Banda SL23 DOMINGO, 10H30
Culto da Manhã Local: 4ª Igreja Batista de Macaé – Av Santos Moreira, 290
Os Fleet Foxes, banda que detém, hoje, 1º, 2º e 3º lugares na minha lista de predileções musicais, é do selo Sub Pop. Não conhece? Nunca ouviu falar? Pois saiba que a Sub Pop foi / é um dos selos mais importantes da história (sim, história) da música, simplesmente por ter lançado, nos anos 90, discos de bandas como Nirvana, Soundgarden, The Jesus and Mary Chain, L7, dentre muitas outras.
E o que há de tão fantástico nisso tudo?
Essa é minha leitura, então não julgue que essa é TODA a verdade, mas aí vai: creio que há uma mudança de paradigma acontecendo, no tocante à relação bandas / gravadoras / propriedade intelectual / vendas, etc… e acho (veja bem, ACHO) que há uma necessidade de ambas as partes se reajustarem às coisas. Não sei se o vazamento do disco dos Fleet Foxes foi jogada de marketing (até porque o link de torrent ainda está ativo), fato é que o disco está aí para quem quiser baixar, e o dono do material intelectual, o compositor da coisa toda, GOSTOU de ver que o disco tinha vazado e que as pessoas estavam gostando disso.
Eu sinceramente não creio que a distribuição gratuita de seu material via online signifique automaticamente que você vá vender menos CDs. A qualidade do design, a criatividade na embalagem ainda vendem – e vendem bem. Basta lembrarmos que vários (e por vários eu realmente quero dizer MUITOS) fãs da banda Nine Inch Nails, do Trent Reznor (cara esse que ganhou o Oscar de melhor trilha sonora pelo áudio de A Rede Social) financiaram a gravação do últimos disco da banda, em troca de bônus inacreditáveis. Gente que pagou mais de trezentos dólares para ter um material tão exclusivo, mas tão exclusivo, que não está mais disponível para venda, e não haverá reimpressão do mesmo. Hoje, os Nine Inch Nails são uma banda independente, sem apoio de uma gravadora, que disponibiliza parte de sua discografia gratuitamente em seu site e que se mantém através da ajuda dos fãs. Claro que eles já eram uma banda famosa antes disso, mas o que importa é que há algo mudando na relação bandas / gravadoras / fãs, e todos podem e beneficiar disso.
Claro que muito disso não se aplica, por exemplo, a mim. Não tenho o número de apreciadores (me incomoda a palavra fã) que muitas outras bandas têm, e financeiramente o retorno é só o bastante para continuar fazendo mais CDs, mas ainda assim a cada dia o boca-a-boca e a ajuda dos amigos têm trazido aquilo que mais deveria importar para um novo artista: gente interessada em ouvir o som.
Gostaria de ver mais bandas atentas a estas mudanças… e ministérios também. Principalmente estes, que deveriam se preocupar muito mais com a expansão do Evangelho e do reino do que com o enriquecimento, que nem sei se é tão lícito assim.
Fico aqui na minha digressão. Foi um prazer.
Um abraço,
Eduardo Mano
PS: É CLARO que baixei o CD dos Fleet Foxes. E caso o encontre por um preço justo, e não os 70 reais cobrados em algumas lojas do Rio, compro o CD no ato.