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Meu avô, meu pai e eu

Post longo. Aguente firme.

Acho que já contei por aqui que meu avô era pastor. Se não contei, aí está: meu avô era pastor. Trabalhou em diversas igrejas auxiliando estas na transição de ministérios pastorais, às vezes ficando apenas por um, dois anos em cada uma. Infelizmente para mim, quando ele faleceu eu não tinha uma dimensão correta daquilo que ele representava para muita gente. Não tinha idéia de quantos livros ele tinha escrito. Não tinha idéia do quão querido ele era pelos seus ex-alunos de seminário (onde foi professor de hebraico e grego – encontre um seminarista que domina ambas e sinta-se sortudo, quanto mais alguém que esteja apto a ensinar ambas).  Mas acima de tudo isso, ele foi pai do meu pai.

Meu pai se chama Amurabe Farel Bernardes de Andrade (Amurabe vem do Código de Hamurabi, e Farel, do Reformador Wilhelm Farel). Não seguiu os pasos do pai, e é arquiteto. Acho que sou feliz por isso… Casou-se com minha mãe, Christina Borges Mano Bernardes de Andrade, médica, e tiveram três filhos: eu, Luciana e Juliana. A foto que ilustra o post é do casamento da Juliana. Ambos estão acostumados à grafia errada de seus nomes. Vivem na região serrana do Rio numa casa CHEIA de cachorros. :)

Eu os amo muito. Esse tipo de frase sempre merece um parágrafo à parte.

Meu pai começou a escrever textos de suas devocionais, e acabou me mostrando alguns deles. Como disse no twitter, e também disse para ele, os textos me falavam mais que muitas das pregações que havia ouvido nos últimos dois anos, e também me ensinam mais do que aprendi no Seminário. Sério, não tô exagerando. Não sei como eles soarão para outras pessoas que os lerem… talvez eles façam ainda mais sentido para vim por virem de quem vêm… mas como eu já disse a ele, acho que outras pessoas poderiam tirar proveito das devocionais.

Além do que, eu DUVIDO que alguma devocional que você tenha lido recentemente cite o profeta naum. ;)

Fiquem, portanto, com a última devocional que ele me mandou. Espero que abençoe vocês.

–xx–

É razoável esta tua ira?

3:10 Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho, e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez.
4:1 Mas isso desagradou extremamente a Jonas, e ele ficou irado.
4:2 E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso é que me apressei a fugir para Társis, pois eu sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.

A historia de Jonas está entre aquelas que nos acostumamos a ouvir desde o berçário das igrejas, isto é, aqueles que tivemos essa oportunidade de freqüentar uma igreja evangélica desde a mais tenra idade.

Li esse livro certamente mais vezes do que li a bíblia toda e ouvi varias meditações com ênfases na relação dos três dias que Jonas passou dentro do grande peixe e sua relação com a morte e ressurreição de Jesus, na oração de arrependimento de Jonas e na renovação de seus votos para com Deus.

Confesso que boa parte de minha vida me incomodou esse final meio “seco”, “incompleto” e “repentino” da historia. Fique muito tempo com a sensação de que faltava alguma coisa, mas, confesso que nunca me senti estimulado a ir mais fundo na historia.

Recentemente Deus me fez perceber mais uma perspectiva para essa narrativa. Fato já bastante sabido, Nínive era a capital da Assíria. Os assírios eram um povo inimigo, extremamente cruel e que foi usado por Deus para castigar o povo de Israel e de Judá. Sua crueldade era tal que, após conquistar e saquear uma cidade ateavam fogo e ainda cobriam a terra com sal para que ficasse improdutiva.

É exatamente para esse povo que Deus envia Jonas para pregar o arrependimento!

Jonas não é nada diferente dos cristãos de hoje. Na verdade, é um exemplo perfeito. Queremos ser mensageiros de Deus para aqueles que julgamos merecedores da salvação. Jonas fugiu de Deus indo em direção oposta exatamente por já ter julgado e condenado os ninivitas. Esse povo não tem perdão. Não existe possibilidade de arrependimento e conversão.

Quando penso nos “criminosos seriais”, nos estupradores, nos pedófilos, enfim, naqueles que aniquilam suas vitimas com requintes de crueldade e impossibilidade de defesa, sou levado a pensar que para esses a cadeia é premio. Acontece que eu não conheço os planos de Deus para essas pessoas. Pensando assim, deixando que esse pensamento inunde a minha mente e o meu coração, não consigo me colocar como veículo do amor e da graça de Deus. Não consigo permitir que Deus mostre o seu amor através de mim.

Foi assim com Jonas e é assim hoje. Não queremos levar uma mensagem de arrependimento e do amor de Deus porque o nosso coração está cheio de ódio e já sentenciou a morte espiritual para aqueles que julgamos monstros.
Após a mensagem de Jonas surtir o efeito pretendido por Deus, isto é, o arrependimento sincero do povo de Nínive, Jonas ora a Deus deixando bem claro que os atributos de Deus que pregamos e sabemos que existem para todo aquele que nele crê, exatamente esses atributos o desagradaram profundamente, levando-o a ira.

Jonas sabia que não seria a sua mensagem e sim o grande amor e a misericórdia de Deus levariam aquele povo cruel a se livrar de um grande castigo de Deus.

Talvez ele ficasse mais feliz se estivesse no lugar de Naum que cem anos depois profetizou a destruição total desse povo que, nessa oportunidade, não se arrependeu, ao contrario, achou que estava imune, pois não via qualquer risco entre os frágeis inimigos à sua volta.

Mas foi exatamente por conhecer o Deus da mensagem que ele sabia que o povo seria perdoado. Mas ele não queria que esse povo fosse perdoado!

Jonas mesmo foi objeto do perdão e de uma nova oportunidade quando arrependido orou a Deus após três dias no interior do grande peixe, mas foi incapaz de perceber que essa misericórdia de Deus precisava ser estendida aos ninivitas.

É razoável esta tua ira? Jonas ouviu esta pergunta de Deus por duas vezes, ambas descritas no capítulo 4. Será que essa pergunta continua ecoando hoje em nosso coração?

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Escrito por Eduardo Mano en Pensamentos Dispersos,Teologia,o amor é lindo y tiene (3) Comentarios

Sobre a matéria da Revista Época

A Revista Época, na edição desta semana, tem como matéria de capa o seguinte texto: “Os novos evangélicos. Um movimento de fiéis critica o consumismo, a corrupção e os dogmas das igrejas – e propõe uma nova reforma protestante”.

Um título bem longo, como vocês podem ver. Eis a capa aí em cima pra não me deixar mentir.

A matéria, cujo título interno é bem melhor, foi (muito bem) escrita por um cara chamado Ricardo Alexandre que, ao que tudo indica, é evangélico também (coisa que notei ao ler o texto e, inclusive comentei com a Eline – isso não tira em nada do mérito do cara, já que o texto é realmente bom). Quer dar uma lida? clique aqui. Até aí, uma boa novidade: uma matéria na mídia que não fala mal dos evangélicos! Mas tinha mais uma notícia.

Sábado. Estávamos eu e Eline na rodoviária indo pra casa dos meus pais, comemorar o dia dos pais. Em algum momento eu estava checando os e-mails (coisa que acaba em outubro – minha internet móvel, não o checar e-mails) e o Bruno, nosso editor / diretor / assessor / homem da agenda disparou algo como “Eduardo Mano na Época”. Achei (óbvio) que era brincadeira mas fui lá conferir, e era verdade:

Refeito do susto, comprei a revista e fui pra Petrópolis. Durante a tarde de sábado até após o almoço de domingo, a única coisa que fiz foi acompanhar a repercussão do texto no twitter. Ler a matéria mesmo, só fiz domingo à noite, já em casa. Gostei da matéria, de verdade. E à luz da mesma, e de tudo que já foi falado, queria também dar meus 10 centavos de informação, no já clássico formato eleito para informações: bullet points.

• Eu gostei, e muito, de ter sido citado pela matéria, pelo principal e simples motivo de … ter sido citado. Concordo com diversos dos pontos levantados na matéria (como qualquer amigo meu sabe e todos os que acompanham o blog também sabem). Creio que todos na banda tenham motivos de felicidade nessa citação, o que me leva ao segundo ponto.

• Sempre que uma citação dessa for feita, relacionada à música e ao empenho em tornar as coisas do Reino mais dignas do nosso Rei, pode ter certeza que o nome citado deveria vir acompanhado de “e Os Tapetes Voadores”. Mas como não veio, saiba que o Sandro, o Cadu, o Léo e o Josué também foram citados (mesmo que indiretamente) na matéria. Não adianta: mesmo que vez ou outra eu vá sozinho a um compromisso, ou acompanhado de parte dos Tapetes, de fato todos vamos – lá estão eles comigo pois os levo no coração. São, como eles sabem, parte da minha família.

• Preciso olhar o texto a partir de outra perspectiva, e isso não quer dizer que o mesmo está errado e que eu estou certo, é mais uma questão de evocar alguns nomes e pessoas à esta história toda. Não creio que esse movimento seja, como diz o artigo, “novo”. Creio que ele é continuidade de algo ainda mais antigo, até mesmo anterior ao surgimento do neo-pentecostalismo. Teologicamente, por exemplo, grande parte dos nomes lá citados (além de uma multidão esquecida) já luta por uma mudança de pensamento eclesiológico já há algum tempo (de 20 a 30 anos, pelo menos). Musicalmente, então, nem se fala. Se hoje eu, o Lucas, o Hélvio, Palavrantiga, Tanlan e Crombie fazemos o que fazemos é porque muitos outros trilharam esse caminho antes de nós, nomes como Vencedores por Cristo, Grupo Elo, Logos, Rebanhão e Jovens da Verdade (citando apenas alguns) já faziam isso há 20, 30, 40 anos atrás. Mas isso não é uma crítica em si, é apenas um alerta para aqueles que desconhecem disso. Não há nada de novo debaixo do sol.

• Bandeiras. Embora nenhum dos citados nunca tenha levantado (ao menos que eu saiba) uma bandeira pela “nova reforma protestante”, todos levantam alguma bandeira. A nossa, como todos vocês sabem, é a da coerência teológica, da “música de igreja”, da educação dos santos. Quem nos conheceu no “Canções para Grupos Pequenos”, sabe o que esperar dos outros trabalhos. Embora não tenhamos pedido por essa citação, de certa forma ela é bem-vinda, pois reflete muito do que cremos.

• Dois ditos populares me vêm à mente com todo esse lance: o primeiro está relacionado ao fato de, embora todos os citados estarem agrupados no mesmo saco, nem todos são a mesma farinha. Basta lembrar de toda celeuma que tivemos há alguns anos na blogosfera por conta do teísmo aberto e pensar em alguns dos nomes envolvidos nas discussões – Gondim e Nicodemus (ambos citados na matéria como sendo do mesmo lado da moeda). E aqui não faço críticas a um ou outro, só penso no quão curioso é o fato. Outro dito é o famoso “quem está na chuva é pra se molhar”…

Enfim. Tudo isso é legal, mas particularmente, quero ver no que isso vai dar. Como já disse, ter o nome escrito numa revista de grande circulação não paga as contas, mas pode levar o ego lá em cima, onde ele não deveria estar. Por isso, mesmo grato por tudo isso, fico com a voz dos meus amigos, que estarão sempre prontos a dar um bom tabefe na nossa cara se a coisa sair do rumo. ;)

E não, Ricardo, não estou esnobando isso tudo… rsrsrsrsrs

Em tempo, recomendo a todos a leitura do texto do Nicodemus, que tá aqui, mesmo sabendo que nem todos vão concordar, alguns vão falar mal e tudo mais…

abraço,

Eduardo Mano

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Escrito por Eduardo Mano en Música,Pensamentos Dispersos,Teologia,o amor é lindo y tiene (13) Comentarios

Definições

Ontem tivemos o primeiro ensaio completo da banda. Por ensaio completo quero dizer que todos os Tapetes Voadores estavam no mesmo lugar, empunhando seus instrumentos.

O ensaio foi deveras produtivo, como graças a Deus todos têm sido. Mas, claro, não estou aqui para escrever quão bom o ensaio foi. Quero dar algumas boas notícias àqueles que nos lêem.

Ontem definimos a data de início da gravação do nosso projeto. Como a Bíblia nos ensina a não dizer “amanhã faremos isso ou aquilo”, mas sim “se o Senhor quiser, viveremos e faremos isso ou aquilo”, digo que,  se assim Deus permitir, na segunda quinzena de julho dar-se-á o início das gravações.

Também definimos que, Deus deixando, faremos um micro lançamento do material, para poucas pessoas. Poucas mesmo, infelizmente.

No tempo certo, mais informações serão dadas. Basta dizer que nós, Cadu, Léo, Sandro, Josué e eu estamos muito felizes.

Deus abençoe e guarde a todos nós!

Eduardo

PS. O dar-se-á foi aleatório e possivelmente mal empregado.

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Escrito por Eduardo Mano en Música,Novo CD,Pensamentos Dispersos,Teologia,o amor é lindo y tiene (3) Comentarios

Amor é um Movimento

Nas palavras do Sr. Mossadihj

“Amanhã vamos lançar uma Coletânea com MÚSICA BOA para ajudar uma comunidade no Rio de Janeiro, o morro do Borel, onde mais ou menos 100 familias estão vivendo desde a semana passada numa base de uma Ong no pé do morro. Quer ajudar com uma atitude rock? Doe 10 reais e baixe a Coletânea. Todo o dinheiro arrecadado vai para a Ong do Borel.”

Capa:

Como você pode ver, tem mais gente boa na parada.

Ah.. “e Os Tapetes Voadores” foi suprimido por falta de espaço. As músicas na coletânea são as do Esperança, então mesmo que você já as tenha, baixe pelas outras bandas. Ou ainda melhor: baixe pelas famílias desabrigadas no Borel.

Grato, de verdade.

Eduardo Mano

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Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música,Teologia,o amor é lindo y tiene (3) Comentarios

Do caos à lama

Eu não gosto do Rio de Janeiro. Quem me conhece sabe que minha preferência é por outra cidade, mais cinzenta, uns 400 quilômetros de distância. Não escondo isso de ninguém, e quando puder, pego Eline, umas trouxas de roupa e partimos daqui. Mas isso não me impede de chorar pela cidade onde nasci.

As últimas 30 e poucas horas foram as piores que nós, cariocas, enfrentamos em um bom tempo. Ou melhor, mau tempo. Usar a expressão bom tempo é até sacanagem. Não que nós não apreciemos uma boa chuva, pelo contrário: já até aguardávamos ansiosos por elas há algumas semanas, tanto calor que temos enfrentado nesse atípico outono. Mas o que veio não era o que esperávamos.

De acordo com os jornais televisivos, choveu, nas última horas, o equivalente a 300.000 piscinas olímpicas. Choveu o que era esperado que chovesse no mês de abril inteiro (o segundo mês mais chuvoso no Rio). Choveu a ponto de encher rios e galerias, entupir bueiros, alagar ruas. Tragédia. 95 pessoas mortas, e escrevo esse texto às 22h de terça-feira. As buscas por sobreviventes – e corpos – foi encerrada há poucas horas. Esse número infelizmente há de aumentar. Centenas de desabrigados. Pelo que sabemos, apenas na base da JOCUM do Borel, há 70 famílias abrigadas.

Vendo os jornais televisivos na hora do almoço e após o trabalho eu chorei. Chorei ao ver o pai chorando pelos filhos mortos. Chorei ao ver o marido chorando a perda da esposa e da filha. Chorei ao ver a mãe chorando a perda da filha e das netas. Dói demais. O que é o homem, senão neblina? E nesse tempo, fiquei indignado com os cariocas e paulistas e demais brasileiros (muitos dos quais cristãos) que faziam pouco caso da situação caótica da cidade. Alguns cariocas, inclusive, muito mais preocupados em celebrar o dia de folga forçada do que chorar e agir pelos que tudo perderam.

O Rio é o Haiti do Brasil. A comparação é bem tosca, eu sei: no Haiti a situação é extremamente pior, os números de mortos e desabrigados são infinitamente maiores e o custo da reconstrução é exorbitante. Mas é a nossa chance de chorar com os que choram, com os que estão próximos. Novamente: eu SEI que a comparação é tosca. Não precisa deixar comentário dizendo quão absurda ela é. Leia a frase inteira.

Hoje temos o caos instaurado na cidade. Não sabemos se amanhã, quarta-feira, poderemos ou não sair de nossas casas. E o que ficará, em dois ou três dias, é a lama (que já pode ser vista na Avenida Maracanã, próximo ao Shopping Tijuca, e em alguns pontos da Praça Saens Peña).

Não quero questionar a vontade de soberania de Deus. Deus se move de formas misteriosas (frase de John Flavel). O que me deixa com raiva é a prontidão em zombar, e a demora em dobrar os joelhos – e isso é um problema dos homens.

Que O Senhor tenha misericórdia do Rio, de São Gonçalo e de Niterói, os três municípios atingidos pela tragédia. E que tenha misericórdia de nós, homens pecadores e com corações de pedra.

Eduardo Mano

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Escrito por Eduardo Mano en Pensamentos Dispersos,Teologia y tiene (3) Comentarios

Aquém

Sempre me perguntam a respeito de influências. Quem são aqueles que, de alguma forma, ajudaram a moldar quem sou (pessoalmente) e quem somos (como banda). Estive pensando em alguns nomes, aqueles que sempre digo quando me fazem a pergunta, e então reparei que estou muito aquém de meus influenciadores.

Repare, não é uma questão de humildade extrema. É, antes, uma verificação (um bocado triste, admito) de que algumas vezes, citar suas influências pode ser uma vergonha, tanto para elas (mesmo que mortas) quanto para você (quando as pessoas se dão conta de que você não tem absolutamente nada a ver com seu influenciador).

Mas vejo que isso não se dá apenas comigo. Quando ouço ou leio a lista de influenciadores de outros artistas, escritores, pastores e afins, vejo que pouco ou nenhuma semelhança há entre eles e quem eles dizem ter imprimido algo em suas vidas. Talvez tenham adquirido estilo próprio (o que é um #majorWIN), ou talvez sejam o que às vezes acho que sou: um bando de mascarados que vomita uma lista enorme de pessoas de fato interessantes, na esperança de, em um eventual futuro, figurarem nos mesmos filões.

Creio que, na verdade, quando falamos de influenciadores queremos realmente dizer quem admiramos. Admirar alguém não quer dizer necessariamente que essa pessoa tem influência sobre você. Podemos admirar aspectos da vida de uma pessoa, sem admirar necessariamente o todo. E assim, há tanta admiração que no final das contas, que (pelo menos no meu caso) a coisa se torna meio caótica.

Há pouco tempo estava dando uma revisada em algumas de minhas composições e reparei como elas são diferentes entre si, a ponto de eu não saber se seria algo interessante lançá-las em um mesmo CD, EP, ou seja lá qual formato. Engraçado que quando componho, tento ser o mais honesto possível com Deus, comigo e com minhas habilidades. Não vou fazer algo que esteja além do que sei, pois não vai soar natural. Ao mesmo tempo não quero fazer algo aquém do que posso. E nisso, as coisas vão tomando um rumo que não é muito lógico.

E ainda, quando olho para Aquele que é o alvo do que faço, percebo que qualquer esforço meu, qualquer tentativa, sempre será aquém daquilo que Ele realmente merece… e nesse ponto a frustração é menos pior, pois Ele mesmo conforta e faz saber que perfeição mesmo, só no céu (embora eu sinceramente creia que o Stênio Marcius está bem próximo de atingi-la).

Em certos aspectos, estar aquém é algo a que todos estamos fadados. Seja lá quem formos.

Eduardo Mano

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Escrito por Eduardo Mano en Música,Pensamentos Dispersos,Teologia y tiene (4) Comentarios

Feliz Natal

Geralmente as mensagens de natal chegam antes da meia-noite do dia 24, mas como somos hiper subversivos, eis que a nossa vem por último.

Natal não é isso que as lojas vendem. Natal não se resume à troca de presentes. nem mesmo Jesus nasceu no dia 25 de dezembro.

Mas o que importa nisso tudo é que Ele nasceu, e nasceu para morrer por nós. Essa é a mensagem do natal (e a da páscoa): eu e você, a escória do mundo, imerecedores de qualquer coisa boa, recebemos de graça aquilo que custou a Cristo a vida. Nisso subsiste nossa esperança e alegria.

E é nesse espírito que desejamos um bom natal a você, e que a celebração da vitória final sobre a morte não se resuma a feriados marcados num calendário.

Um abraço,

Eduardo e Eline Mano

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Esperança: Notas ao EP

Neste post você vai encontrar algumas notas e pensamentos acerca do EP Esperança, além das letras das músicas. Esse post está longo demais, então aguente firme. Quem sabe não tem algo aqui que interesse a você? :D

Esperança, ou músicas que não vão tocar nas Igrejas não foi feito para chocar. É claro que eu escolhi um título que de alguma forma comunicasse algo, mas minha intenção não era chocar ou agredir ninguém, muito menos a Igreja, corpo que amo. O sobrenome do disco diz mais respeito ao fato de que hoje a teologia predominante nas igrejas está mais para fast-food do que para culinária francesa: queremos tudo agora, sem nem mesmo pedir, e ai de Deus se Ele não nos abençoar. A Esperança que há no porvir, que há na vida eterna, na presença de Deus, na mesa do Cordeiro, parece estar esquecida.

Eu não pretendia reinventar a roda. Não sou o salvador da música cristã (de fato, estou bem longe disso) nem estou na vanguarda de tudo isso. Dá para reparar isso no fato de ter lançado um EP com duas músicas folk, voz e violão. Não é música #vamopula nem #tiraopedochao. É mais provável que você nem coloque essas músicas no seu iPod ou celular, e deixe para ouví-las apenas em casa, com fone, enquanto lê algo na internet ou sei lá o que. É música de Igreja, inspirada na vida cristã comum. Músicas que um cara de 30 anos, cheio de crises mas que ama Jesus faria.

O EP é uma homenagem à memória de Jorge Rehder. Nós nos esquecemos muito rápido daqueles que vieram antes da gente. Jorge era um cara excelente. Um pastorzão de verdade, desses que investem tempo até mesmo com a ovelha dos outros. Um cara que infelizmente não teve a repercussão em vida, que tem na morte, mas que certamente está, de alguma forma, na mente e no coração dos que o conheceram. O cara que mais músicas cedeu para o, na minha opinião, maior ministério de louvor e adoração do Brasil: Vencedores por Cristo. Gente que produz alimento de verdade para os cristão, não apenas papinha. Eu amo o Jorge, assim no presente. Assim como grandes homens precisam ser amados e respeitados. Desde 98 quando o conheci. Amo também sua família, não por serem conhecidos, mas por serem amigos. Jorge, em 35 anos de ministério, lançou apenas um CD, Porto Esperança (que você vai fazer um grande favor a si mesmo se não o baixá-lo, mas comprá-lo aqui). Apenas um… mas teve músicas na maioria dos discos lançados por VPC nos últimos, bem, 35 anos. :)

A mesma Esperança que o Jorge cantava, e que já não é, pois ele está onde nós gostaríamos de estar, é a que eu tento cantar, mas com muito menos maestria. A Esperança de que as coisas sempre terminam bem, e se ainda não está tudo bem, é porque ainda não chegou o fim. Ao menos é assim para o cristão.

Algumas pessoas me pediram as letras das músicas. Aí estão elas:

Outono
(letra e música, Eduardo Mano)

Eis que vem o outono / e com ele a certeza / Que o verão e o calor / Já ficaram pra trás.

Já se foi todo o verde / Já se foram as cores / Um prenúncio do inverno é o que sinto chegar.

Encontra-me, Deus, em meio ao deserto / Vem socorrer o meu coração / Faz-me olhar com esperança / E ver pela fé que a primavera já vai chegar.

Já se foi a alegria / Já se foram os risos / É amargo o choro que brota em meu ser.

Encontra-me, Deus, em meio ao deserto / Vem socorrer o meu coração / Faz-me olhar com esperança / E ver pela fé que a primavera já vai chegar.

E Se
(Letra e Música: Eduardo Mano)

E se eu não for tão honesto / Quanto deveria ser / E se eu não for tão feliz e contente / Quanto aparento ser.

E se eu já estiver moldado / Aos padrões deste mundo / O que fazer pra quebrar esta casca / Que aprisiona e castra.

Quero ter esperança / E alegrar-me com o amanhecer / Quero andar sobre as águas e não afundar / E se eu nunca for forte / E meus pés, vacilantes, falharem / Escorado á Cruz quero permanecer

É isso. Teria mais a dizer, mas o post já está longo demais. Fique à vontade para adicionar sua voz na conversa, aí nos comentários.

Um forte abraço,

Eduardo Mano

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Escrito por Eduardo Mano en Música,Novo CD,Teologia y tiene (8) Comentarios

Eduardo Mano e Banda – Esperança

Conforme prometido:

propaganda_blog

Se você quer ajudar na divulgação, vale lembrar:

• Se você possui um site  de compartilhamento de músicas, fique à vontade para postar o EP lá. Pedimos apenas que o link para download seja mantido, e que nosso blog seja citado.

• Se você quer ajudar o material em seu blog, eu tenho banners (nos tamanhos 530×150 e 220 x 330). Entre em contato que enviaremos para você com o maior prazer. Fique à vontade para utilizar a imagem acima, caso queira.

• Divulgação no Twitter é sempre bem-vinda. Nesse caso, utilize o botão abaixo que você será levado à página do Twitter e já terá um link reduzido feito.

• Se você divulgou em seu blog ou site, por favor, não esqueça de nos enviar o link!

Muito obrigado a todos pelo apoio.

Eduardo Mano e Banda

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Escrito por Eduardo Mano en Faça um favor a si mesmo,Música,Novo CD,Teologia y tiene (20) Comentarios

Campanha dos 64000

Então, para vocês verem que eu não tô de bobeira, eis aí a prova de que o EP realmente vem, e que a parte gráfica já tá (quase) pronta:

capa_EP

Sim, essa é minha mesa de trabalho, decorada com carinho por minha esposa. Os post-its rosas são, claro, dela. Mas eu uso. Rosa se destaca do resto, sei lá… :P

Para fechar o pacote, falta apenas fazer o PDF das cifras das músicas e terminar alguns dos brindes que vão junto. Com mais 700 acesso, o pacote será liberado a vocês.

Queria falar um pouquinho das músicas e do EP.

O nome do EP é “Esperança… ou músicas que não vão tocar nos cultos”, te duas músicas e ambas são apenas voz e violão. As músicas não são no estilo United / Vamôpulá / eu vou dançar na chuva, mas sim no estilo “a chuva cai e o dia tá cinza”. Quero ver se no pacote, junto com tudo, mando também estudos sobre as músicas, para você ler enquanto ouve. O EP é uma homenagem muito pessoal ao Jorge Rehder, que me ensinou mais sobre esperança em tão pouco tempo de contato do que aprendi em muitos anos.

É isso… hoje à noite o material do pacote deve estar pronto, faltando apenas os estudos. Caso isso interesse a você, ajude a divulgar o material / blog no twitter, e-mail, orkut ou em seu próprio blog. E se você assim fizer, me avise (e-mail ou comentário).

Muito obrigado,

Eduardo Mano

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Escrito por Eduardo Mano en Música,Novo CD,Teologia y tiene (5) Comentarios