De acordo com a Revista Time, o calvinismo (ou neo-calvinismo) é uma das 10 idéias que estão transformando o mundo atualmente. Segue um trecho da matéria, traduzido por mim:
“Os ministros e autores neo-calvinistas não trabalham na mesma escala que Rick Warren. Mas em compensação, como demonstra Ted Olsen, editor administrativo da revista Christianity Today, “todos sabe onde estão a energia e paixão no mundo evangélico” – estão com o pioneiro neo-calvinista John Piper de Minneapolis, o controvertido Mark Driscoll de Seattle e Albert Mohler, reitor do Seminário do Sul da gigantesca Convenção Batista do Sul. A Bíblia de Estudos ESV, com tendências calvinistas, esgotou em sua primeira edição e blogs reformados como o Between Two Worlds estão entre os links mais quentes da blogosfera cristã.”
Justin Taylor, escritor e blogueiro, escreveu em seu blog (citado acima) um trecho do livro Young, Restless, Reformed: A Journalist’s Journey with the New Calvinists (sem previsão de lançamento no Brasil), que fala sobre o movimento e dá algumas boas elucidações (novamente, tradução minha):
“Enquanto outros movimentos tem tido maior participação nas manchetes, um número de ministérios estratégicos tem, de maneira discreta (e alguns não tão discretamente), levantado as doutrinas da Graça, plantado igrejas, visto pessoas serem convertidas, ensinado toda a Palavra de Deus. Isso tem convergido em um grande número de maneiras encorajadoras. [...] Esse não é um tempo para um “triunfalismo” Reformado. É tempo de gratidão a Deus e sincera oração intercessória, com lágrimas, para que aquilo que começou floresça para bem além da expectativa humana”.
Gostaria apenas de advertir a todos para que não haja um grande oba-oba em relação a isso tudo. Ser um calvinista de fato implica em crer em doutrinas que são rechaçadas em praticamente todos os círculos evangélicos, e algumasvezes, até mesmo entre os presbiterianos. Crer que Deus é completamente e absolutamente soberano, inclusive sobre nossa salvação, não é exatamente algo “na moda” dentro do mundo gospel, em especial no Brasil, onde a doutrina mais pregada é a satânica (sim, satânica) doutrina (não dá pra chamar isso de teologia) da prosperidade.
Outra coisa importante a ser lembrada é que alguém que se diz calvinista não é, em hipótese alguma, melhor que qualquer outro cristão (que confessa a Cristo como Salvador e afirma os fundamentos bíblicos). Conheço muito calvinistas, alguns muito bons e piedosos, outros arrogantes. Quando se trata do Reino de Deus, não podemos nos esquecer que Ele opera de acordo com Sua vontade, e que é “bom e suave que os irmãos vivam em união”. Whitefield e os Wesleys trabalharm juntos para o avivamento inglês, apesar de suas doutrinas serem divergentes. Importava o renome de Deus.
No mais, fico feliz com essa consideração pelo calvinismo e pela crescente (re)descoberta das doutrinas da Graça. Que Deus seja glorificado em meio a isso, e para sempre.
Eduardo


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