No último sábado estivemos, eu e Eline, na IPB de Abolição, também conhecida (aparentemente) como Igreja da casa verde (por motivos óbvios, não registrados fotograficamente por moi).
A Igreja promovia seu primeiro Sarau, capitaneado e muitíssimo bem dirigido pela Renata Telha. Chegamos na Igreja e fomos recepcionados pela própria, que logo nos fez sentir em casa.
Durante o Sarau tivemos duas exposições pela casa (fotografia e artesanato), declamação de poemas (quando os pais da Renata promoveram o momento mais bonitinho da noite), monólogo, boa comida, a presença das belíssimas estampas da Virá e é claro, muita música.
Como sou tosco, bem toco, no que tange a lembrança de nomes, não vou lembrar de todo mundo que apresentou números musicais. Lembro, no entanto, da irmã da Renata, que apresentou uma composição sua. Lembro também da menina que fez o monólogo, que cantou uma música que dizia o quanto a cartas de amor são ridículas. Também teve o Júnior do site Crer e Pensar tocando uma composição sua em parceria com Arlindo Lima, composição essa que figurou em um dos projetos de Vencedores por Cristo. E lembro do Marlon. E ele merece um parágrafo.
Marlon morou sozinho um tempo em Porto Alegre, e depois dividiu o apartamento com o namorado da Renata. Marlon é aficionado em Blues, algo que achei digno de nota. Mas não apenas isso, ele também curte Jazz. Como se não bastasse, Marlon tem composições próprias, sabe diferenciar o Blues de Mississipi e o Blues de Chicago e notoriamente toca bem guitarra. Meu violão o atrapalhou um pouco, mas não o bastante para ofuscar seu óbvio talento. Aguardo ansioso por suas composições no MySpace.
Eu não fui com a banda no Sarau, em especial pela Renata ter pedido alo mais na linha voz e violão, e como essa é a primeira investida deles no formato, talvez a banda completa fosse um tanto quanto “over” (embora ache que, numa próxima vez, caiba tranquilamente, especialmente no gramado nos fundos da Igreja). Toquei algumas músicas do EP e também 2 canções que estarão no novo CD (sendo que uma delas Raízes, você já pode baixar uma versão demo no compacto digital 4 Canções).
Gostaria de ressaltar que, embora a noite toda tenha sido agradabilíssima (Eline, por exemplo, gostou muito, e ficou com vontade de ter participado), o ponto alto ficou com o pocket show do Bruno Albuquerque. Bruno lançou seu primeiro CD, Epifania (ouça algumas canções em seu MySpace) e já está com o segundo CD pronto, faltando apenas a verba para prensar. Ele cantou algumas de suas excelente canções, encerrando a noite de forma muito especial.
Vale também mencionar a presença do já citado e onipresente Helinho que, com sua câmera, registrou toda a noite.
Longa vida ao Sarau da Casa Verde. E que o formato sarau (que está um pouco na moda – mas que moda boa!) permaneça, dando um descanso aos já abusados e mal-usados cultos jovens.
Eis algumas fotos:







