Estivemos, neste final de semana, ministrando no congresso de carnaval dos jovens e adolescentes da Segunda Igreja Batista de Macaé (SIB Macaé). Fomos juntos do Daniel Bravo, que foi o preletor do Congresso. Eu e Cadu contamos com a ajuda do Mateus (baixo) e do Rafael (teclado e meu cunhado), já que o Sandro infelizmente não pode ir. Foram também nossas melhores partes, o que certamente tornou a experiência ainda mais agradável.

Saímos do Rio no sábado às 7:30 da manhã, e precisamos pegar uma rota alternativa para a cidade de Macaé, pois a via principal estava congestionada por causa do fluxo de carros saindo do Rio para o feriado e também por um acidente. Resumindo: foram quase 6 horas de viagem, 3 pessoas bastante enjoadas e muito cansaço.
Chegando ao local do retiro, em Bicuda Grande, região serrana de Macaé, ficamos um pouco apreensivos com a estrutura do local. Nosso pecado (pecado mesmo) foi achar que estaríamos lá para sermos bem tratados, o que de fato fomos. Mas a cada dia que passava Deus não só quebrava nossos corações, como graciosamente reconstruía tudo.
Foram quatro dias de trabalho duro e muita satisfação. Tocamos nos cultos da manhã e da noite, e à tarde estávamos livres para descansar, jogar futebol de casal, ir à cachoeira, conversar, tomar sacolé (ou geladinho), jogar Uno (jogo oficial da banda, no qual somos campeões intergalácticos de renome universal), entre outras coisas.

Ministramos todas as músicas do EP e todas, todas mesmo, foram muito bem recebidas pela Igreja. Pudemos ensinar a música Quebrantato, da Vineyard, que acabou se tornando o hino oficial do congresso (e que gerou muita confusão também, já que todos achavam que ela era minha). Vendemos todas as (poucas) cópias do EP que levamos e tivemos muitos testemunhos de como as músicas falaram ao coração das pessoas. Essa foi a maior benção.
Queria voltar a falar sobre o nosso pecado. Deus foi surpreendente. Todos nós, todos mesmo, sem exceções, podemos contar diversas experiências individuais que tivemos com Deus durante os momentos de culto e as conversas. Nunca poderíamos esperar aquilo que vimos lá, a amizade, o carinho e o despertamento promovido por Deus em nossas vidas. Cadu falou algo na última noite, quando estávamos no quarto, orando, que reflete nosso sentimento: depois desse tempo lá, temos que repensar muita coisa que acreditamos a respeito do ser igreja, e também a respeito de retiros espirituais, pois tudo foi muito mais, muito além do que prevíamos.

Esse relato aqui não faz justiça ao que passamos. É apenas um relato. Deus nos recompensou demais lá, apesar dos idiotas estúpidos e soberbos que somos. Nós, os homens da banda mais o Daniel, passamos a última noite em claro, orando, pedindo perdão a Deus por nossa soberba e agradecendo a Ele pela obra que Ele vez, pelo agir, pelo mover, pela restauração de vidas, pelos que atenderam ao chamado ministerial promovido, pelos que atenderam ao chamado de Cristo à salvação de suas vidas. Claro que também assistimos a alguns vídeos do retiro, vimos algumas fotos e comemos sopa de ervilha com guaraná. Nunca esqueceremos isso.

E eu quero agradecer nominalmente a alguns irmãos da SIB Macaé, dos quais lembro o nome (sou péssimo com nomes, então isso é uma vitória pessoal), que foram tão gentis conosco. Gabriel, Gerson, Pr. Cláudio, Pr. Daniel, Matheus, Leandro Macaé, Vitória, Gabriella, Carlinhos César Filho (hehehehe), Macalé. Além desses, há muitos outros que minha falha memória não permite recordar, mas seus rostos estão gravados no meu coração.
Muito obrigado pela oportunidade de passar esse tempo com vocês. Esperamos que nos encontremos novamente.

