Novidades para 2012

Comentei algumas novidades no Facebook, mas gostaria de falar um pouco mais delas aqui. Serão três tópicos: Novo CD voz e violão, EP da banda e agenda.

• Novo CD voz e violão

Este 2012 será um ano um pouco diferente para a banda. Cada um dos membros está mais dedicado à vida pessoal (família, filhos e estudos) e desde o ano passado já vislumbrávamos um ano em que poucas vezes estaríamos juntos. Daí veio dezembro e janeiro, algumas mudanças de posição em relação a Deus e à vida cristã, e de repente surgiram composições que não se adequavam bem ao perfil “banda completa”, e mais a uma experiência simples, voz e violão. Algo bem mais folk, bem na linha do que fiz no EP Esperança, de 2009.

A ideia é gravar todo o CD eu mesmo, com a ajuda de alguns amigos, claro. Espere algo bem lo-fi. Gravarei no apartamento onde moro com minha esposa em horários adequados (leia-se madrugadas) e quero experimentar com captações alternativas, distâncias variadas de microfones, estas coisas. Ainda não sei como será a mixagem e a masterização disso, mas tentarei documentar o processo em vídeo. Certamente, como já me comprometi com tão distintos amigos, o CD estará disponível em algum lugar para download grátis, e devo fazer algumas cópias para quem quiser adquirir a cópia física. Se der, ore por isso. Ainda não tenho um título para o trabalho, então é esperar para ver.

• EP da banda

Todos aqui acompanharam nosso esforço em gravar o “Mais vale um dia vale mais”. A gravação foi realizada em novembro, capturamos o áudio de 4 faixas, e a ideia era ter a participação de nossos amigos e inspiradores Tiago Cavaco e Samuel Úria, de Portugal. Neste meio tempo, Úria iniciou a gravação de seu novo CD, e Cavaco está às voltas com a divulgação de seu novo velho projeto, Os Lacraus, e ambos acabaram ficando sem tempo para gravar suas participações. Além disso, nós mesmos ficamos sem tempo para editar o material gravado, de forma a prepará-lo para a mixagem e a masterização. Como a edição está nas mãos do ultra competente Josué Ribeiro (que também fez a capa), e ele está até o pescoço com trabalhos, decidimos deixar o EP mais para o meio do ano / segundo semestre, para tentar coincidir com um tempo melhor para nossos amigos do Velho Continente e também para, quem sabe, gravarmos mais uma ou duas faixas (ou mais). Com isso, o meu CD “solo” deve sair antes do EP. Ou não.

Também com este trabalho, disponibilizaremos em algum lugar desta vasta internet, de preferência algum lugar livre de SOPAs e PIPAs. E também devemos confeccionar algumas cópias físicas para os que curtem. Graças a Deus pelos que curtem.

• Agenda

Já temos / tenho algumas datas agendadas para este ano. Minas, São Paulo e municípios do Rio. Caso você tenha interesse em agendar algo conosco / comigo, basta entrar em contato (tem um formulário na barra aí em cima, ou por email – eduardomano@gmail.com). Nossa intenção é de fato ajudar e servir as comunidades que nos chamam.

É isso amigos… estas são as novidades. Mas como tudo está nas mãos de Deus, tudo isso pode cair por terra rapidinho, se assim Ele desejar.

No amor que nos salvou,

Eduardo Mano

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Entrevista ao Cante as Escrituras

Na Conferência Cante as Escrituras regional aqui do Rio de Janeiro, eu e o Yago sentamos por alguns minutos para conversar… e o resultado é esta épica entrevista com 3 perguntas. :)

Brincadeiras à parte, conversar com o Yago foi um ponto alto do ano passado. Espero que vocês curtam a entrevista.

Um abraço!

Eduardo

P.S.: a câmera engorda, de boa, uns 80 Kg, não é mesmo? rsrsrsrs

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Downloads no Soundcloud

Eis aí todos os discos lançados até agora – Canções para Grupos Pequenos, Esperança e Velhas Verdades – no Soundcloud. Dá pra baixar e, quem quiser, compartilhar. E tem todos os extras de cada disco. :)

Eduardo Mano – Canções Para Grupos Pequenos by eduardomano

Canções Para Grupos Pequenos – Extras

Eduardo Mano – Esperança by eduardomano

Esperança – Extras

Velhas Verdades by eduardomano

Velhas Verdades – Cifras

Divirta-se,

Eduardo

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a quem interessar, parte 3

Bom, feliz ano novo.

Este ano iniciou com algumas resoluções.

Como vocês leram no último post, o ano passado não foi o melhor de todos, mas o aprendizado foi grande. O lance é que não deveríamos nos cansar de aprender acerca das coisas de Deus (e de outras também, claro), então a primeira resolução do ano foi a de ler a Bíblia novamente, completa. Novamente porque a primeira vez que fiz isso foi em 2003, e nos outros anos minha leitura foi claudicante. Então, voltei a ela. Meio sem ritmo (já que o trabalho não tem sido bom comigo), mas voltei.

Também decidi, e avisei isso a alguns amigos há algumas semanas, me desligar do Coletivo Echo, tanto como “gerente” quanto como “artista”. Mal administro a banda e minha vida, quanto mais um coletivo. Informei isso aos caras que devem tocar o Echo daqui para frente, e oro para que a coisa decole, de verdade.

Decidi um monte de outras coisas, que ficarão não ditas.

Mas tem uma coisa a respeito de decisões: nós não podemos controlar muito o que vai ser delas ao fim. Como a palavra nos instrui, o certo é dizer “se Deus quiser, faremos isso ou aquilo”, então minhas decisões basicamente residem na vontade última de Deus.

Agora, seguimos com a programação normal.

Um abraço!

Eduardo

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a quem interessar, parte 2

Às vezes eu não faço ideia do que eu estou fazendo. Refiro-me ao lado musical da minha vida.

Este talvez seja o texto mais difícil que já escrevi. Sinceramente, é um exercício autoavaliação bem complicado admitir algumas das minhas falhas (para não dizer pecados), mas este ano estas coisas ficaram tão latentes para mim que não escrever isso seria não dar mais um passo rumo a uma libertação que espero em Deus.

Eu sofro de uma incrível dose de pessimismo, e minha constante autodepreciação não é ferramenta para o “ei, olhem para mim”, mas sim algo infelizmente verdadeiro. Quando apresento uma música nova a alguém, eu nunca espero que ela possa ser “gostada”, mas sim, criticada.

Tendo dito isto, posso dizer que algumas atitudes que tomei durante este ano em relação à minha suposta “carreira” musical foram completamente equivocadas, embora tenham sido divertidas. Por exemplo, no início do ano convoquei meus amigos (e a pessoas que nem conhecia) a votarem na banda para que participássemos de um festival. Enchi o saco de um monte de gente, e acabamos indo lá tocar. Mas antes, eu passei um mês em Manaus com Eline. Arrisco dizer que foi, de longe, o melhor mês do ano. Senti Deus, de alguma forma, reafirmando algumas coisas para mim. E depois, fomos para o festival, que foi muito legal. Mas a experiência na cidade de São Paulo, no geral, foi péssima. Horas antes de voltarmos ao Rio, eu estava muito mal, questionando tudo aquilo que Deus havia reafirmado algumas semanas antes, enquanto olhava o céu do barco, entre uma comunidade ribeirinha e outra, vendo o poder e glória de Deus através da criação.

Durante a volta para o Rio, de ônibus, pude refletir no quanto estive errado em perseguir aquele final de semana, como se ele pudesse representar uma mudança em algo. Sou grato ao pessoal que nos levou, e guardo no coração os momentos com os amigos lá, mas não deveria ter ido.

Também pude ver o quão invejoso eu sou. Triste admitir isto, mas algumas vezes eu me vi desejando (cobiçando) aquilo que outras pessoas tinham, as oportunidades que lhes eram apresentadas, a exposição que lhes garantiam. Questionei a Deus as razões de eu não tocar tanto quanto outras bandas tocavam, de não ter tantos convites, tantos seguidores no twitter (sim, cheguei a ESSE ponto, olha que merda), tantas pessoas falando a respeito da minha música… e isso, lamentavelmente, foi roubando a alegria e a força de cada email e mensagem de pessoas não elogiando aquilo que eu compunha, mas dizendo o quanto Deus falou ao coração delas através de alguma música minha.

Ouvi coisas que não ajudaram muito, também. Soube que um amigo havia dito para algumas pessoas que eu não era mais conhecido pois não sabia me divulgar direito. Também ouvi (mais de uma vez) que se eu fizesse “um som como o da banda A ou B” mais pessoas gostariam daquilo que eu faço. Este não é o tipo de coisa que alguém com um problema de baixa auto-estima gosta de ouvir, além de levar à inevitável e maldita comparação.

Nunca fiz música pensando em mercados, e por muito tempo me esforcei em fazer tudo da forma mais independente possível. Tentei acreditar que estava utilizando as mídias sociais da forma correta, mas a verdade é que eu basicamente fracassei. Não sei aplicar ferramentas ao que faço, e tenho medo de fazer isto. Perceber que sou alguém invejoso (em tratamento constante) faz com que eu tenha medo de tentar algo que alguém faça muito bem, com medo de falhar e a inveja voltar a aparecer. E ao mesmo tempo, eu não quero mudar aquilo que penso e sou com vistas em ter maior exposição, alcançar mais gente… vou continuar rimando Cruz e Jesus quando for necessário. Só a título de exemplo, uma das pessoas que mais admiro neste meio musical cristão gravou apenas um CD em sua vida inteira após 35 anos de ministério e serviço à Igreja. E morreu logo após lançar o disco.

O que me leva a outro ponto: eu não faço música de igreja por achar que isso tem futuro, obviamente. Faço por plena convicção de chamado. Sei que falar em chamado significa dizer que é algo que sinto ser de Deus, e ao colocar Deus na questão eu praticamente excluo qualquer possibilidade de discussão, mas é a mais pura verdade. Não mudei o que faço em 18 anos: desde os 14 faço exatamente a mesma coisa: escrevo pensando em Deus mas duvidando que alguém vá gostar daquilo.

Apesar de quem eu sou, e das besteiras que penso, sinto e falo, eu tenho uma paixão profunda por aquilo que Deus opera através de músicas entoadas com o intuito de ensinar a respeito de quem Ele é, em louvor unicamente a Ele. Eu sei disso pois foi exatamente isto que me trouxe a Ele, mesmo sendo filho de um lar cristão.

Neste ano eu pude ver claramente aquilo que Deus permitiu acontecer em minha vida e aquilo que Ele barrou, na minha frente, na maior cara de pau, por me amar. Pude, como bem cantou João Alexandre um dia, ver “meus olhos no espelho, por fora um herói, por dentro um ladrão”. Ver meu pecado na minha frente e ser confrontado por isso. E sou grato a Deus por tudo isso (embora às vezes não entenda muito bem as coisas que acontecem). Eu não faço a mínima ideia de como será o ano que vem, embora tenha decidido em meu coração algumas coisas, mas o que eu espero sinceramente é que Deus continue Seu tratamento comigo. Que a inveja suma da minha vida, que a autodepreciação apareça bem menos e que Cristo seja glorificado naquilo que eu faço, e em minha família.

continua.

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en Música,Pensamentos Dispersos,Teologia y tiene (11) Comentarios

a quem interessar, parte1

Eu gostaria que vocês entendessem um pouco mais do que passa na minha cabeça. Mas em que sentido? No sentido daquilo que penso e sinto a respeito da minha vida com a música. É claro que, lendo meus textos aqui já dá pra sacar um pouco, mas gostaria de ir um pouco além. Na verdade, eu já fui: o texto já está escrito, só não será postado hoje.

Neste(s) texto(s) eu vou tentar falar algumas coisas que sinto, bem como algumas coisas que estão por vir. Nem tudo será bonito, mas será essencial para como, na minha cabeça, as coisas devem passar a funcionar. Espero em Deus que Ele me liberte de algumas prisões relacionadas à prática da música.

Um abraço a todos.

Eduardo

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O carinho de Tiago Lacrau

Tiago Lacrau é o mesmo que Tiago Guillul, que é o mesmo que Tiago Cavaco.

Tiago e Os Lacraus foram entrevistados para o site de cultura pop brasileiro Scream and Yell (link na hora certa) e ao responder a fatídica pergunta sobre a música brasileira, não tiveram a mínima vergonha e esbanjaram um pouco de carinho a este distante rapaz brasileiro que vos fala.

Se você clicar na imagem, vai até a matéria, beleza?

Cavaco, sei que lês este espaço de tempos em tempos (ou quando a Ana lhe avisa de algo interessante), então fica aqui registrado meu agradecimento. :)

E a vocês, amigos, semana que vem devo dar algumas notícias musicais.

abraços e feliz natal!

Eduardo Mano

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melhores CDs do ano, ao menos para mim

E com um título assim longo, revelo a vocês a minha lista de CDs preferidos deste ano. Eu ouvi muita coisa este ano. Muita coisa mesmo. Mas nem tudo tocou assim… de forma mais profunda que estes discos.

Vocês irão reparar a óbvia falta de música cristã na lista, e também a falta de música nacional (embora haja música em português, feita por cristãos). Isso não é proposital. Talvez entrasse algum artista cristão entre os top 10 ou top 15, e sem dúvida entrariam artistas brasileiros entre os top 10, mas nos meus critérios (e cada lista funciona assim, com critérios bem próprios), há um abismo entre o quinto colocado e quem seria o sexto colocado, suficiente para fazer com que a lista termine nos 5 melhores.

Há também um empate no primeiro lugar. Não me culpem: julgo estes dois discos os melhores do ano, disparados.

Mas vamos à lista: sem textos, apenas com as capas dos discos.

quinto lugar

quarto lugar

terceiro lugar

segundo lugar

primeiro lugar

É isso. :)

Eduardo Mano

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Coluna

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E mais uma vez sou traído pela minha saúde. Ou melhor, pela falta de. Minha coluna novamente deu sinais de envelhecimento e me levou pro hospital. Foram oito horas de emergência ontem, domingo, e mais três hoje, segunda.

Estou à base de analgésicos. E oração, claro. Se lembrar, ore pelo gordinho aqui.

Abraço,

Eduardp

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Crentes Cretinos

Você conhece esse pessoal. Aqueles que vibram quando alguma coisa dá errado na Igreja. E por Igreja, não quero dizer aquela congregação barulhenta na esquina da sua casa, mas sim a instituição Igreja, o Corpo de Cristo.

São aqueles que riem quando um irmão cai. Os que apontam o dedo quando o líder de louvor da antiga igreja deles aparece com a namorada grávida, ou quando o pastor da igreja do amigo assume que é homossexual e foge com um diácono. Eles riem. Eles têm prazer nisso, um prazer quase erótico.

São aqueles caras que escarnecem de quem adere a algum movimento de santidade sexual, ou qualquer tipo de santidade (se é que existam tais definições – ou é santidade ou não é). Falam mal do movimento, falam mal de quem assume ser parte, falam mal até de quem não tem nada a ver com o assunto, só pra falar mal. Fazem isso, sei lá, pra justificar a vida libertina que levam? Levam camisinha para a igreja, e a Bíblia num app de celular que nunca é utilizado.

São os crentinos que vão para o culto no domingo e ficam checando as atualizações dos amigos em seus smartphones. Ou pior: tiram fotos da banda übercool de “louvor” de sua igreja e postam nas redes sociais comentando como é legal que na igreja deles toque U2(?) e Coldplay(?). Depois do culto, vão pra uma baladinha, abrir a semana com uma cervejinha importada gelada ou um drink. Pergunte pra eles qual a passagem que o pastor usou na pregação e é mais fácil que eles lembrem que o mesmo citou uma bela música do John Lennon, mas se bobear, nem mesmo o João 3.16 sabe de cór.

Para eles, Jesus bom é o jesusmanero ou o buddy Jesus do filme Dogma. Fazer ação social ou caridade requer marca, slogan, camiseta, adesivo e tudo mais. E um nome em inglês. Porque se não for em inglês, não é hype.

São os crentinos que, quando afrontados por suas ações ou atos pecaminosos, soltam o clássico “não julgueis para que não sejais julgados”, como alguém que grita “tô de altos” num pique pega, ou pique esconde. Ou seja: continuam levando a vida como crianças.

“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.”

O texto de Isaías 55.6-7 é duro, mas é para todos. As coisas precisam mudar. De boa, precisam mesmo. Do jeito que está, daqui a pouco tem gente fazendo streaptease e dançando de cueca em pleno congresso jovem, em plena “igreja”, e achando tudo isso muito normal.

Mas creio que, para isso, já seja tarde demais.

Eduardo Mano

Escrito por Eduardo Mano en Pensamentos Dispersos,Teologia y tiene (3) Comentarios