Outro dia eu li que um artista independente conseguiria “viver” de sua arte se tivesse uma base de 10.000 fãs, ouvintes, aficionados… 10.000 pessoas que estariam ansiosas por ouvir aquilo que você produz.
É claro que o texto foi escrito por um americano, ex-membro de uma banda relativamente famosa e que hoje circula os EUA com um trabalho solo. Ele, ao partir para sua carreira solo, automaticamente trouxe consigo um pequeno exército de fãs, gente que apreciava sua banda anterior.
Mas vamos trazer isso para nossa realidade brazuca.
No Brasil, nosso mercado é comandando por duas ou três gravadoras, e no Rio a situação é ainda mais sintomática, já que todas essas gravadoras têm atuação muito forte aqui. Isso quer dizer que nós, artistas independentes, precisamos vencer a principal das barreiras: o preconceito que as pessoas têm do que é novo, diferente, e muitas vezes, sem selos.
Uma das saídas desse beco seria a união. Se uns aos outros nos apoiássemos, indicando, vendendo uns o produto dos outros em cultos e apresentações, sem se preocupar se isso faria com que seu material vendesse menos, talvez pudéssemos alcançar mais pessoas. Outra possibilidade seria a luta armada, mas aí a coisa seria menos romântica.
Mas como todos sabemos, eu não sou detentor de nenhuma resposta, e sei que tem gente bem mais capaz de oferecer dicas do que eu. Gostaria de ouvir a sua opinião, sério mesmo. Seja você um artista ou não, e independente de qual arte você faça (música*, literatura, fotografia, artes plásticas…)
Vamos, dêem seus pitacos. Espero que seja interessante.
* Não vou fazer distinção entre tudo aquilo que a música cristão possa representar. Portanto, se você toca MPB, jazz, rock, hardcore, adoração, adoração extravagante, e todas as expressões musicas que temos em mãos, por favor, participe.


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